terça-feira, 17 de Novembro de 2009

História de um Reino quase perdido ( Cap.II)


Henrique Paiva Couceiro - Paladino

Os invasores do reino não encontraram grande resistência patriótica, naquele ano de 1910.
A defesa do Império em terras de África, mobilizara os heróis que longe estavam impedidos de defender a sua Pátria mãe.
Escolheram a data mais querida e comemorada no Reino, para implantarem o novo regime… o 5 de Outubro, o Dia do Tratado de Zamora, o dia da Independência do Reino.
Os invasores sabiam que teriam de apagar a história e as referências do povo, para a consolidação da sua mentira. A partir de então o 5 de Outubro passaria a ser comemorado como o dia da implantação do regime e não mais como da Independência nacional.
Apenas um Homem, se destacou desde logo e que vai ser pela sua enérgica postura em defesa do Reino, o mais nobre Herói entre todos os demais.
Chamavam-lhe o Paladino, mas tinha como nome de baptismo, Henrique Paiva Couceiro.
Ele comandando um punhado de homens mal armado, foi a resistência possível, mas persistente aos Invasores.
Chamaram a essa luta pela resistência patriótica, as “incursões do Norte”, pois essa resistência estava estabelecida nas terras fronteiriças da Galiza. A postura dúbia e temerosa do Rei vizinho, contribuiu muito para o falhanço desta acção do Paladino e dos seus heróicos companheiros.
Onde vaz Alfonso XXII?, onde vás triste de ti…
Quiseram então os novos detentores do Reino, encontrar o Homem, para substituir o Rei.
Mas não se entendiam. Uma eleição finalmente combinada por um restrito Colégio, fez uma escolha que naturalmente se mostrou efémera.
A Republica não podia ser democrática, não podia ser baseada em sufrágio universal, porque não tinha suficiente adesão popular. Porque também não tinha um líder consensual.
Sucedeu-se um período de enorme instabilidade, onde se sucediam as revoluções e os governos.
A República desde o seu início, nunca se conseguiu afirmar como Regie Pública, como democracia e as divisões partidárias sucediam-se, porque as ansiedades pessoais se sobrepunham aos ideais.
Eram as revoluções nas ruas de Lisboa, que ditavam as quedas dos governos e o retorno ao poder, dos substituídos na revolução anterior.
Até que, alguém pôs tudo isto na ordem.
Era Capitão, Professor Catedrático em Coimbra, e tinha um perfil carismático impar. Com os seus discursos empolgantes junto do povo, conseguiu protagonizar uma mensagem de esperança.
Tirou então o avental.
Convocou as primeiras eleições universais, pois a sua popularidade já indicava que essa possibilidade poderia então ser oferecida ao pobre povo enganado.
Ganhou essas eleições, por uma margem indiscutível.
Assinou a sua sentença de morte.
Sidónio Pais, é assassinado porque despiu o avental.
A propaganda então, tratou de lhe chamar o Ditador.
Naquele Ex-Reino, ninguém mais poderia atrever-se a ser popular.
Isso era agora sinónimo de Ditador.
De toda esta luta política pelos poderes e influências pessoais, gerava-se a miséria do povo.
De toda esta luta política, enfraquecia a capacidade de manter a defesa do Império, que a participação na primeira Guerra Mundial foi uma consequência e também um enorme flagelo adicional.
O Ex-Reino ainda conseguia manter o seu Império, à custa do redobrado esforço dos seus heróis e também à custa do empobrecimento cada vez maior.
O Ex- reino estava num impasse insuportável.
À instabilidade juntava-se agora a pobreza e a ansiedade era cada vez maior.
A mentira persistia, como o domínio dos que usavam os aventais.
José Andrade

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

História de um Reino quase perdido ( Cap.I)



Já há muitos anos que este Reino estava ameaçado.
Um Reino, que era um grande Império, que foi invadido por franceses que tinham um outro Império e que queriam alargá-lo.
Resistiu o povo desse Reino, mas esse povo logo foi subjugado, por Aristocratas amigos do invasor, mas que chamaram o Rei, mas impedindo-o de reinar.
Tiveram de matar esse Rei João e fazer guerra ao seu legítimo sucessor, que agora era o novo Rei.
Bem tentou o povo, defender este seu amado e patriota jovem Rei, mas perante tanta força aliada na traição, conseguiram a sua derrota e a sua deportação.
Miguel por amor ao povo, não quis vê-lo mais ser morto e destroçado, rendeu-se á invasão dos estrangeiros, associados aos Aristocratas portugueses seus amigos.
Fê-lo assim, para evitar o seu sofrimento, mas nunca abdicou de seus direitos e responsabilidades.
Os seus inimigos trataram através de uma propaganda vergonhosa de substituir o seu patriotismo, pelo acusação falsa de Rei Absolutista.
Aclamou-se uma Rainha, neta do Rei morto e sobrinha do Rei exilado. Ela tinha a percepção do perigo, do drama familiar e cuidou de ter filhos para garantir a continuidade do Reino.
Morreu ao dar á luz o seu décimo primeiro rebento.
Um jovem culto e determinado, o seu filho e Herdeiro, esperou ainda dois anos até ser aclamado. Foi-o no preciso dia do seu 18º aniversário, uma aclamação muito significativa da esperança que todos nele depositavam.
Este infeliz Rei, teve um brilhante mas efémero reinado.
Sucedeu-lhe como Rei, o único irmão varão que restava, pois todos os outros morreram da mesma doença e na mesma altura do Rei tão querido pelo povo.
Chamava-lhe carinhosamente Lipipi, a Rainha do Império Britânico, essa que tinha sido baptizada como Vitória, uma premeditação do seu sucesso, sua prima por afinidade. Mas no Reino em que reinou, foi sempre tratado por Luís, seu nome próprio de baptismo.
O drama do Reino era assim esta instabilidade, que os dramas de assassinatos e mortes súbitas e estranhas, provocava.
Tudo isto, toda esta instabilidade, era um caminho aberto, para a mensagem francesa da eleição real, ou seja da Republica.
Os invasores tinham deixado os seus mensageiros, que vestiam uns aventais em reuniões secretas.
Ao morrer este Rei artista e culto, sucede-lhe seu filho como Rei, um Homem ainda melhor preparado.
Chama-se Carlos, esse distinto Rei, que sendo um extraordinário diplomata, era uma amante da tradição popular, um artista plástico distinto e um cientista de grande valor.
Popular, porque o povo se revia nele.
A esse Rei se deveu, numa época conturbada a preservação do Império, que seus antepassados tinham criado, com a ajuda e empenhamento heróico de um povo orgulhoso.
Desta sua acção patriótica, resultaram novos actos heróicos e foram muitos os heróis do Reino, que defenderam o Império.
Desta sua acção patriótica, resultou também a fúria e o desespero dos estrangeirados.
O Regicídio e a morte de Rei e do Herdeiro, foi o resultado deste sentimento de traição ao povo português.
O assassínio, ao serviço da instabilidade, ao serviço da mensagem importada, ao serviço dos interesses de outros países e de outros desígnios, que não os do Reino, era assim mais uma vez o instrumento utilizado e que agora seria para ficar.
A herança do novo Rei, era agora uma herança impossível, que um jovem de 19 anos não poderia resistir.
A implantação da Republica foi assim a nova Invasão francesa.
O povo chorou, o exílio Real, mas foi subjugado pela mentira, através da propaganda, da violência e da violentação.
O Reino estava assim conquistado.
O “avental global” tinha conquistado o Reino.

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Resposta ao senhor Presidente da República


No seu discurso de 5 de Outubro o senhor Presidente da Republica deu uma única mensagem aos portugueses…
“ Temos de vencer esta tendência para nos lamentar de tudo e de todos, e de pouco fazermos para melhorar o que é de tudo e de todos “
Brilhante senhor Presidente, está a chegar a hora de já nem sequer nos podermos lamentar… porque fazer alguma coisa para melhorar é para quase todos nós uma impossibilidade.
A sua mensagem tem assim um significado muito amargo para todos nós.
O senhor não compreende ou não quer compreender ? … que a maioria dos portugueses não se revê nestes partidos políticos que tudo dominam.
E que não há qualquer outra alternativa para os homens honestos e patriotas ? do que ficar de fora de uma classe política, pois não podem, nem querem, ser confundidos?
Os portugueses competentes e patriotas lamentam-se deste triste panorama, seguem a sabedoria popular, que o senhor não entende …
“ diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és”
O senhor Presidente para além de não ter condições culturais sequer para defender o regime, para o qual foi eleito com mais alto responsável, ignora em absoluto o que vai na alma dos portugueses.
Não tem sensibilidade.
Poderão os portugueses confiar em quem os lidera ?
Leia Camões, que talvez entenda …
“ Um fraco rei torna fraca a forte gente”
Esta é a verdade senhor Presidente.
Muita sorte tem o senhor e o regime que tão mal lidera, porque apenas nos lamentamos.
Tem essa sorte o senhor e toda a arrogância partidária, que o domina a si e a todos nós.
Há muito que já nos deveríamos ter revoltado, mas esta castração também é obra do seu regime.
Deve ser muito triste essa sensação de liderança de eunucos.
Será certamente mais fácil…mas não se esqueça que com eunucos não haverá procriação.
Mas certamente o Senhor não está preocupado com isso.

domingo, 11 de Outubro de 2009

O Crime do Toureiro e Salazar


Manuel dos Santos e Diamantino Viseu, eram desde 1947, verdadeiros ídolos nacionais.
Os seus êxitos como matadores de toiros, reavivaram o orgulho português.
Diamantino foi o primeiro português a tirar a alternativa como matador.
Logo foi encontrado um rival á altura, o jovem Manuel dos Santos, da Golegã, passando a existir entre os aficionados uma divisão de opinião, de seguidores apaixonados de um e de outro, que enchia todas as praças onde actuavam juntos.
Foi uma época delirante da tauromaquia portuguesa. Finalmente tínhamos dois rivais, que animavam a Festa nacional e que ainda por cima pela sua qualidade se impunham no país vizinho e nas Américas, onde a lide apeada tinha outra tradição e já uma longa história de grandes e gloriosos ídolos da tauromaquia.
Este novo fenómeno tauromáquico animava a discussão pública, as crónicas jornalísticas e também motivava os políticos.
A discussão entre os aficionados centrava-se muito em torno da limitação legal que impedia a morte dos toiros em Praça.
Neste aspecto havia unanimidade entre os seguidores de Diamantino e de Manuel dos Santos, todos se sentiam frustrados por não poderem assistir ao culminar das suas faenas da forma natural. Mas a Lei que o impedia, tinha de ser cumprida e o Estado Novo, não admitia nenhuma excepção, nem dava mostras de qualquer abertura, a este desejo abrangente dos aficionados portugueses.
Entre os inúmeros políticos aficionados figurava o Dr. Paulo Rodrigues, Ministro da Presidência do Governo de António de Oliveira Salazar. Não perdia nenhuma das tradicionais corridas nocturnas das quintas feiras no Campo Pequeno. Era um «Santista», ou seja um incondicional adepto de Manuel dos Santos, que admirava pela sua arte, mas também, pelo serviço que este prestava a Portugal, impondo-se como figura do toureio de âmbito mundial.
Não escondia o Dr. Paulo Rodrigues nas conversas nos intervalos das corridas, que o Dr. Salazar também era um aficionado e que gostava de estar informado sobre tudo o que se passava. Contava que todas as Sextas feiras de manhã, quando ia a despacho com o Presidente do Conselho, era quase sempre obrigatório fazer-lhe um relato síntese, do que se havia passado e comentado na corrida de toiros da noite anterior no Campo Pequeno.
Naquela quinta feira, no dia 3 do mês de Junho do ano de 1953, depois de uma grande faena no seu último toiro, Manuel dos Santos entusiasmado pela petição do público, entra a matar com o estoque de morte. Foi uma estocada fulminante, e o toiro caiu de patas arriba. O delírio encheu o Campo Pequeno que estava a abarrotar.
Imediatamente Manuel dos Santos é feito prisioneiro pela polícia presente e levado para os calabouços do Governo Civil.
Muitos jovens seguidores concentram-se junto às portas do Governo Civil, tentando através da sua presença, libertar o seu ídolo. Houve da parte da polícia, várias acções para dispersarem aquela manifestação de solidariedade. Mantiveram-se ali vários grupos que com surpresa assistiram à cena que se seguiu…
D. Pedro de Bragança (Lafões) era o mais conhecido boémio artista da capital e de toda o ambiente tradicionalista português. Era uma figura impar, com presença permanente nas corridas de toiros e nas casas de fado de Lisboa. Todos o conheciam pela sua frequente postura fidalga que normalmente associada à condição de embriagues, originavam histórias originais e muito engraçadas, que todos conheciam e que eram contadas em muitos ambientes de todo o país. Era uma figura impar da época, que ainda tive o privilégio de ver praguejando nas bancadas de praças de toiros, levantando o seu chapéu de chuva de cor azul, contra as modernices, de alguns inovadores cavaleiros tauromáquicos.
D. Pedro chegou ao Governo Civil, cumprimentou afavelmente e com intimidade os policias que estavam à entrada e surpreendentemente entrou para o seu interior.
Todos os jovens que se juntavam em diversos grupos assistiram ao episódio e que tinham sido dispersados e obrigados a manter-se à distância, ficaram surpreendidos e muito curiosos.
Como tinha D. Pedro conseguido entrar, o que iria fazer ou conseguir ?
Não durou muito a estadia de D. Pedro de Bragança no interior do edifício.
Os jovens apreçaram-se a questioná-lo sobre o que acontecera.
D. Pedro, contou. Eu infelizmente conheço bem toda a polícia lisboeta. Já muitas vezes fui trazido para aqui e até já sou amigo de muitos dos agentes. Passei aqui muitas noites, tocando e cantando o fado para alguns que estavam de serviço e que me impediram prendendo-me de expressar na via pública a arte lusitana do Fado. Dizem que perturbava a ordem pública ou que incomodava quem queria dormir.
Pedi apenas que me deixassem entrar para escrever um bilhete com uma nota de conforto ao Manuel dos Santos.
« Manuel, não te preocupes…tudo se vai facilmente resolver…quem to diz é quem já aqui passou muitas noites, simplesmente por “ matar o bicho”»
Na Sexta Feira logo de manhã o Ministro Dr. Paulo Rodrigues foi a despacho com Salazar.
O Presidente do Conselho, perguntou ao Ministro. Então como decorreu ontem a corrida do Campo Pequeno ?
O Ministro, estava sem saber muito bem como haveria de contar o episódio da morte ilegal do toiro pelo seu ídolo das arenas Manuel do Santos.
Começou com algum cuidado tentando explicar a Salazar que se tinha passado uma circunstância muito anormal, mas que decorrera do grande entusiasmo que do público presente.
Salazar antecipou-se, querendo saber o que de grave se tinha passado.
O ministro manteve ainda o rodeio da questão, tentando justificar o acto sem o narrar directamente.
Salazar impacientou-se e desafiou o seu ministro a ser objectivo.
O Dr. Paulo Rodrigues disse por fim… o Manuel dos Santos depois de uma grande faena, induzido pelo entusiasmo do público…matou o toiro.
Salazar sem demonstrar qualquer sentimento e apenas curiosidade perguntou…
“ e Matou bem ? “
Manuel dos Santos foi julgado e absolvido em 1953.
48 anos depois, em 2001, outra figura da tauromaquia nacional, segue este exemplo na Praça de toiros da Moita do Ribatejo, matando um toiro depois de uma lide de êxito e entusiasmo.
Pedrito de Portugal, foi julgado e severamente punido ao pagamento de 100.000 euros de coima.
A ditadura foi condescendente .
A 3ª Republica foi severa .
Talvez a questão não deva ser apreciada numa perspectiva jurídica, ou talvez também o deva ser, pois todos estranhamos como há tanta corrupção politica que escapa á decisão dos Tribunais…
Mas sobre outro aspecto o exemplo ainda é mais elucidativo….
Os dois Regimes republicanos, têm efectivamente uma enorme diferença no que respeita á sua preocupação pela salvaguarda das Tradições Históricas e uma postura muito diferenciada pelo protagonistas que prestam esse indiscutível serviço nacional, que é o de uniram e motivarem muitos portugueses, em torno da sua identidade e do seu orgulho próprio.
Almeirim, 11 de Outubro de 2009
José J. Lima Monteiro Andrade

sábado, 10 de Outubro de 2009

As bandeiras no futebol


Hoje ao ver o jogo de futebol da selecção portuguesa, pus-me a pensar.
Tantos cachecois e tantas bandeiras, tanto entusiasmo por Portugal.
Como sou monárquico convicto, esta sensação de ver esta expressão de orgulho nacional, agrada-me e entusiasma-me.
Considero mesmo, que a única mensagem de esperança possível e de mudança indispensável, passa pela restauração da Monarquia ou seja pela fim do regime republicano.
Foi então que reparei que não tinha qualquer aversão aos cachecóis e às bandeiras, que são símbolos republicanos.
Pela minha cabeça passou logo o pensamento… será uma boa estratégia monárquica repudiar a bandeira republicana?
Esta dúvida assumiu dentro de mim uma enorme importância.
Porque logo pensei … que para muitos, talvez a maioria, será mais difícil aceitar a mudança da bandeira, do que a mudança do regime.
Crescemos a ver esta bandeira, habituamo-nos á sua referencia identitária, que é muito mais patriótica e muito menos republicana.
Talvez seja um grave erro afrontar a bandeira republicana, talvez fosse melhor acentuar o seu símbolo patriótico e não a afrontar.
Talvez até, não seja na base das bandeiras, que esteja a correcta forma de divulgar a mensagem monárquica.
Quantos monárquicos convictos não puseram já à volta do pescoço aquele cachecol verde e encarnado, quantos não levantaram ou não juraram fidelidade àquela bandeira verde e encarnada?
Quantos monárquicos, já tiveram a afirmação de ao entrar num estádio de futebol, levarem á volta do pescoço um cachecol azul e branco e comemorar o golo ou a vitória da selecção portuguesa, acenando a bandeira azul e branca ?
Ou não haverá monárquicos nos jogos de futebol ?

quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

A explicação clarificadora de D. Duarte de Bragança.



“ Casos como o das “escutas” (tentativas de manipulação partidária de um Chefe de Estado), não acontecem nas Monarquias”.
Disse D. Duarte de Bragança, muito antes das eleições, logo que a comunicação social levantou a polémica Institucional.
Uma clarificação simples, mas essencial como definição objectiva e clara, da vantagem indiscutível das Monarquias.
O Rei não é eleito, não é proposto por nenhum partido, por isso é independente e como é respeitado por toda a Nação, pois é o símbolo da unidade, não está sujeito nunca, a pressões ou tentativas de manipulação, de nenhuma força política.
Tão simples, tão óbvio, tão evidente.
A actual crise Institucional veio a colocar em cima da mesa da análise política precisamente esta evidência.
O que se está a passar é lamentável, mas nunca seria imaginável numa Monarquia.
O Presidente da República, fez ontem duas acusações graves.
- Houve uma tentativa da parte de um partido político e do Governo de o instrumentalizarem, colando a sua imagem á de um outro partido em momento de campanha eleitoral.
- Houve uma tentativa de manipulação do debate eleitoral por um partido e pelo Governo.
O Partido e o Governo, respondem ao Presidente com outras acusações muito graves.
- O Presidente é irresponsável, pois levanta suspeições e faz acusações infundadas, num momento pós eleitoral, em que deveria estar preocupado com a solução governamental do país, que permitisse enfrentar a difícil situação económica e social que atravessamos.
A crise Institucional estava latente, agora ficou visível para todos.
São imprevisíveis as consequências. A primeira é evidente. Alastrou a suspeição popular, para com os políticos, para com os partidos políticos, para com o Regime Republicano.
A confiança pedida aos portugueses pelo Presidente da República na sua mensagem de ano novo, cai por terra pela desastrosa postura de Cavaco Silva.
A esperança desvanece-se.
Um Governo que terá pouco mais representatividade que 25% do eleitorado, fica muito mais fragilizado.
Todos nos interrogamos…todos nos afligimos…cada vez são menos os que accreditam.
Nada disto se poderia passar numa Monarquia.
D. Duarte de Bragança é o único que tem razão.

terça-feira, 29 de Setembro de 2009

De que se orgulham os republicanos?



Viva o Rei, Viva o Reino de Portugal que simples frase que tudo mudaria.

De que se orgulham os Republicanos ?

Uma comemoração pública só tem sentido, quando enaltece um acto ou uma época, que orgulha e honra uma população.
Olhando para o acto da Revolução de 1910 e para os cem anos da República, pergunto…de que se honram e orgulham os republicanos?
A génese da República foi o Regicídio, o assassínio frio e ignóbil, do Rei D. Carlos I e de seu filho primogénito o Príncipe herdeiro D. Luís Filipe.
A prática do assassínio político que permitiu a sua instituição, consolidou-se como uma prática republicana, que esteve sempre presente quando foi necessário eliminar os políticos mais carismáticos e populares, ou seja, aqueles que poderiam originar verdadeiras mudanças.
Sidónio Pais foi a primeira vítima. O seu assassinato marca definitivamente a 1ª República e condiciona radicalmente a sua evolução.
A 2ª República, repete a prática com o assassinato de Umberto Delgado.
A 3ª República mantém a prática com Camarate e a morte de Sá Carneiro, que a propaganda republicana, rapidamente quis fazer acreditar que se tratou de um acidente.
As datas das mortes destes líderes populares, destes agentes da mudança ansiada, não irão ser recordadas durante as comemorações do centenário, porque não são dignificantes para o regime, apesar de representarem uma prática de actuação que foi uma constante e de serem momentos determinantes da história dos últimos cem anos.
Mas que outros factos se passaram, que possam honrar e estimular o orgulho dos portugueses?
Não será certamente, o abate em Praça Pública dos opositores ao regime durante a 1ª Republica, nem a sua instabilidade política, que originou a miséria da população.
Tão pouco a nossa participação na 1ª Guerra Mundial, em que os soldados portugueses foram carne para canhão ou sujeitos a tarefas, que os outros aliados não queriam executar.
Também não deve ser das prisões do Tarrafal, de Peniche ou de Caxias, onde a 2ª República encerrava os mais destemidos opositores.
Talvez seja da neutralidade que nos livrou de participar na 2ª Guerra Mundial, mas que teve consequências dramáticas no nosso isolamento económico e originou toda uma enorme onda de emigração.
Mas não creio, que seja pela inglória Guerra Colonial, pela entrega das Províncias, pela destruição do Império.
Não é certamente motivo de orgulho para qualquer português a “descolonização exemplar”, que levou ao abandono de muitas centenas de milhares de portugueses e do seu património, que originou guerras civis em Angola, Moçambique, Guiné e Timor.
Tentará a propaganda republicana encontrar nos últimos anos uma razão que orgulhe os portugueses.
As comemorações do centenário da República só têm como finalidade serem uma tentativa desesperada de salvação da agonia que sofre a 3ª República.
O sonho de liberdade e de democracia que o 25 de Abril transmitiu aos portugueses, está hoje desfeito por uma Oligarquia partidária, que se apoderou do regime e que o bloqueou ao ponto de mais de 70% do eleitorado português, já não se rever neste regime.
A corrupção e a suspeição a todos os níveis da sociedade portuguesa, desde a política ao desporto, são um sinal inequívoco desta agonia.
O Estado democrático de direito, não passa de uma mentira da propaganda, porque a Justiça não funciona, porque há privilégios dos políticos perante a Lei, porque o Estado persegue as empresas e os cidadãos numa ânsia de receita pública e não paga as suas dívidas como pessoa de bem.
Um regime que obriga, que pressiona, que exige, de todos nós, mas que é incapaz de dar resposta adequada, às mais elementares necessidades como a saúde e a educação.
Este Estado Republicano que assume o privilégio de todos termos para com ele uma obrigação permanente, que se arroga em substituto da função educadora das famílias, mas que não respeita, nem acarinha os portugueses nos momentos de crise, acentuando a sua frieza de atitudes e a mentira, na sua tentativa de auto justificação formal.
As comemorações do centenário da República não poderão ser nada que possa enaltecer ou fomentar o nosso orgulho como portugueses, simplesmente actos formais.
O orgulho é essencial para a preservação e progresso de qualquer Nação, a República não tem, nem motivos nem capacidade, para estimular os portugueses.
A própria personalidade do actual Chefe de Estado, é representativa da agonia da republicana. Sem cultura e carisma suficiente para o cargo, ele nem sequer sabe sorrir … um tecnocrata que considera todos os portugueses como um número, que integra uma complicada equação Keineziana, que na sua presunção só ele sabe resolver.
Só com um novo e forte estímulo, será possível fazer ressuscitar o orgulho português.
Os últimos cem anos da nossa história, não nos transmitem essa motivação.
Só outra herança, pode dar esse contributo decisivo, relembrar e assumir, que somos os herdeiros, do mais heróico glorioso Reino da História Mundial.

domingo, 27 de Setembro de 2009

O que disse o eleitorado? ...NÃO



A análise que faço do resultado das eleições legislativas, destoa profundamente do politicamente correcto, que os analistas oficiais e os representantes partidários vendem , como síntese do sentido do eleitorado português.
O que leio como mensagem dos portugueses, parece-me claro e inequívoco, onde predomina a palavra Não.
Uma grande abstenção, onde é dominante o estado de espírito de cerca de 40% do eleitorado… NÃO acreditamos em qualquer solução, NÃO é esta a via que poderá levar a uma mudança que nos motive, NÃO são estes partidos que nos convencem, NÃO é neste quadro partidário que está a solução, Não vale a pena, porque já não acreditamos nos políticos.
São três milhões de portugueses, que expressam este tipo de sentimento, pois desconto meio milhão que não votou por impedimento.
Dos que votaram também pode ser fácil perceber que o NÃO esteve presente como síntese do resultado eleitoral.
O NÂO claro e inequívoco ao Governo, que sendo uma condescendência para com a sua política, é indiscutivelmente um NÃO à sua forma de governação e até á sua composição. Perdeu por isso mesmo, a maioria absoluta, que parecia a forma mais lógica e segura que teoricamente nos permitiria a segurança e a estabilidade, para ultrapassar a crise económica e social, que atravessamos.
O NÃO, a uma liderança forte mas imprevisível que foi apresentada pelo PSD. Simultaneamente o NÃO há sintonia Presidente da República e futuro Governo.
O NÃO há bipolarização do espectro político e ao domínio dos partidos dominantes do quadro parlamentar e da governação do passado. Dando assim força aos partidos que se apresentaram nas eleições dando mais garantias de não viram a ser muletas da acção governativa, ou seja para com aqueles que tiveram mais firmeza na afirmação ideológica e nas suas convicções.
Um NÃO ainda, a toda esta persistente, mas ultrapassada, classificação entre esquerda e direita, que é asfixiante e uma mentira. Pois foi evidente, que toda a campanha do Bloco de Esquerda, o partido que mais reforçou a sua votação, foi baseada na acusação da politica do PS como de direita e não faz qualquer sentido, a partir de agora, continuar a classifica-lo como um partido, que integra a esquerda.
Este NÃO à linguagem partidária, é também uma exigência de clarificação ou de libertação face às siglas e conceitos socialistas ou sociais democratas, que por estarem manifestamente ultrapassados pelas circunstâncias e pelo estádio de evolução do mundo, já não conseguem induzir ao engano o eleitorado português.
Um NÃO rotundo e sonante ao Presidente da República, pela sua inaceitável atitude de não explicar ao país como era seu dever e obrigação, todo o grave embróglio da suspeição das escutas.
Este NÃO, ficou bem visível com a descolagem que permitiu ao PS, desde que esta questão foi acentuada na campanha eleitoral e eliminou o empate técnico que até então se verificava, passando a favorecer o partido do Governo.
Este NÃO é particularmente significativo, pois evidência a exigência de esclarecimento dos portugueses, para com o Presidente da República, beneficiando quem ficou pelo seu silencio, numa posição de suspeição não clarificada.
Este NÃO é o mais grave, porquanto é uma advertência dos portugueses, para com o mais alto responsável do Regime e simultaneamente uma exigência de esclarecimento.

sábado, 1 de Agosto de 2009

Retratos de Portugal (4)



As Festas Populares


O Verão faz transparecer em todo o Portugal tesouros bem guardados na alma dos portugueses. São as Festas populares das Aldeias e Vilas deste tão singular país.
Essas festas são o orgulho do Presidente da Junta de Freguesia, que sendo entre todos os eleitos o mais responsabilizado directamente pelo povo, é simultaneamente o mais desprezado na sua função, pelo Código Administrativo. O seu empenho e dedicação, foram contributo essencial para que a Festa se realizasse, pois ela é uma exigência de toda a população. Para que isso acontecesse, teve de ir inúmeras vezes à sede do seu Concelho, à Câmara Municipal, tantas vezes de “chapéu na mão”, implorando o apoio prometido. O seu coração é o mais acelerado, logo que estala o morteiro e começam os sinos da Igreja a badalar. É o sinal de que as Festas vão começar.

Foi à Associação Recreativa e Cultural que competiu toda a logística da organização. A Instituição é a estrutura essencial para juntar vontades e coordenar toda a generosidade que produz como resultado, aquele momento glorioso anual, de alegria e convívio.

O Rancho Folclórico local, que até já actuou no estrangeiro e já foi à televisão encara a sua a presentação na sua festa como a mais importante de todas as actuações. Eles são o orgulho dos seus familiares e para eles nada há de mais importante, do que actuar para aqueles que como eles sentem aquele incrível sentimento da arte popular.

A Banda de Música abre a Festa desfilando a caminho da Igreja, serão eles que irão marcar o compasso da Procissão. Jovens, muito jovens até, integram aquela Banda e juntamente com outros onde se integram ainda alguns idosos, mesmo muito idosos, todos muito compenetrados dentro das suas fardas, também eles muito orgulhosos por pertencerem àquela escola de cultura musical mantida saberá Deus, à custa de tantos sacrifícios e de tanta dedicação.
Jubila com uma homilía esfusiante, o Padre moderno, que soube interpretar magnificamente a simbiose entre a religiosidade e o festejo profano. A fé sai reforçada, a alegria e a motivação também. Encheu-se por completo a Igreja, apenas alguns lugares da frente se mantêm reservados esperando a chegada dos políticos, que invariavelmente chegam atrasados. Respeita-se com esta referência de destaque aos representantes da administração pública, uma tradição que deriva do respeito popular pelo nobre serviço, para com aqueles que com generosidade se sacrificam através da sua dedicação ao serviço da colectividade.

Chegam em grupo com os seus fatos cinzentos, quando o Pároco já se prepara para subir ao púlpito. Acompanham a Procissão logo atrás do andor do Santo Padroeiro. As suas faces e o seu olhar fixo no chão, mostram uma solenidade, que disfarça qualquer sentimento de ausência de fé, tentando demonstrar sintonia e afinidades. A população reconhece a sua atitude e agradece a sua presença.
Depois todos vão para o largo da Festa, onde já cheira a churrasco e sardinha assada.

Há música nos altifalantes, há quermesses que vendem rifas que dão prémios engraçadíssimos.
Este ano certamente a ASAE não aparecerá. É ano de eleições, os políticos estão presentes, não convém afrontar demais e por esse facto há mais tendas a servir comida e bebidas. A festa está bem mais animada.
A alegria está presente no rosto de todos, fala-se alto e alegremente, o convívio é fantástico. Perante todo este informalismo têm agora os políticos presentes maior dificuldade de se adaptarem. Juntam-se em pequenos grupos de afinidades partidárias, alguns despem os casacos, sem arregaçar as mangas das camisas brancas.

Alguns mais experientes já se esgueiraram a caminho de casa, pois já tiveram a oportunidade de ser notados, os que ficaram são os mais novos, a quem os outros aconselharam a ficar. A representatividade partidária fica assim assegurada. Adoptam uma postura de grupo isolado, sorrindo e cumprimentando todos os que por eles passam, como seres exóticos incapazes de se interligarem.

Ninguém lhes leva a mal, todos respondem aos cumprimentos com simpatia, mas também não lhes ligam lá grande coisa. O correlegionário lá da terra, reservou-lhes uma mesa e agora já sentados, sentem muito mais confortáveis.
No palco já actua o Rancho da terra e aplaudem os políticos cada número da sua actuação, fazendo os comentários a propósito, para que alguns que estejam perto percebam o seu entusiasmo.

Entretanto colocaram-lhes umas fatias de pão caseiro e um prato de sardinhas assadas, que lhes deu sérios embaraços pois nem talheres havia e com gestos muito delicados lá tiveram de se desembaraçar do peixe mal cheiroso, mas sem conseguirem disfarçar lá muito bem, a sua falta de apetência, para beber aquele “tinto carrascão”.
Ao anunciar da fadista local, já os nossos jovens políticos se preparam para abandonar a festa. Eles são sempre os últimos a chegar e os primeiros a partir.

Já comentam entre si …”o povo ainda é muito atrasado…muita coisa há ainda para fazer”. Aproveitam o anúncio do artista principal para se despedir. Ter de “gramar” o Tony Carreira, é demais para os nossos jovens políticos. Como pode o povo gostar destas canções “pimba”, cantadas numa língua que não soa bem, de versos construídos por lamúrias amorosas?
Ninguém leva a mal a sua saída, toda a gente está divertida e deles se despedem com sincera simpatia. Foi muito bom que tivessem vindo, a continuidade da festa está garantida e isso é o mais importante.

quarta-feira, 22 de Julho de 2009

A rejeição de equivocos



As palavras que utilizamos tantas vezes inconscientemente, algumas provenientes de modas importadas, que não buscamos sequer saber o significado, levam a permissividades indutoras de profundas alterações de valores, que alteram com muita frequência toda uma identidade, toda uma diferenciação e nos conduzem á vulgaridade e ao esquecimento do respeito individual e colectivo, que deve merecer cada um de nós e todos os nossos semelhantes.
O uso generalizado das palavras cidadão e cidadania, é um destes casos para mim mais chocantes.
Não me estou a referir á carga ideológica que trouxe a implantação destes termos após a Revolução Francesa e que entre nós se consolidou na Monarquia Constitucional. Estou-me a referir à banalização do seu uso, que originou uma enorme abrangência que origina uma grande dificuldade de concretização e de identificação quando a usamos.
Vejamos…eu não sou um cidadão no estrito termo do significado da palavra, porquanto vivo numa Quinta e não soa nada bem classificar-me a mim próprio de “quintão”. Poderia então auto-classificar-me como um “rural”, mas então reparo que a ruralidade tem hoje em dia um significado depreciativo e tão incompreensivelmente esquecido. Já volto a pensar nesta questão, mas para já o que quero é afirmar-me como cidadão…apenas encontro uma possibilidade, a de ser cidadão da minha cidade, da que está mais perto da minha quinta, logo apenas sou cidadão de Almeirim.
Mas este cidadão de uma cidade de província, lê os jornais nacionais e ouve os políticos dos partidos, os Deputados, os membros do Governo, o Presidente da Republica e até SAR o Duque de Bragança, a referir-se aos cidadãos portugueses e à cidadania portuguesa. Oiço os parlamentares europeus e os membros da Comissão da União fazerem apelos à cidadania europeia. Esta abrangência dada às palavras diluiu o uso da palavra “patriotismo”, quando nos referimos à nossa participação cívica de âmbito nacional. Agora mais recentemente o uso da expressão “cidadania europeia” pretende criar em nós o fácil enraizamento, sem necessidade de mais explicações de que uma determinada União é a única solução que o futuro nos destinam.
O “dever de cidadão” é muito menos rigoroso para cada um de nós, do que o “dever patriótico” e muito mais preocupado ficaria se no meu bilhete de Identidade não figurasse a minha “nacionalidade”, substituída por “cidadania” …. que está cada vez mais restrita no seu significado real, a esse acto nobre que é votar em eleições. A “cidadania” é assim muito menos exigente do que “patriotismo” e a preferência pelo seu uso tem na sua génese precisamente libertar em cada um de nós a responsabilidade inerente à exigência histórica e cultural de sermos “portugueses”, herdeiros de uma Nação como muitos séculos de História. Assim para mim não é nem indiferente o uso destas palavras, nem me coloco entre os ingénuos que as adoptam, porque passou a ser corrente ou moda, a sua utilização.
Mas o adjectivo “cidadania”, que passa a substantivo, por razões políticas evidentes, é também portador de muitas outras mensagens que lhe estão associadas na vida moderna e a muitas outras que nos fazem esquecer valores tão essenciais, como o respeito por muitos hábitos e costumes, tão identificadores da nossa identidade como povo e da nossa diferenciação em todo o mundo.
Só quem não vive nem convive, com os habitantes do Portugal do interior, das Aldeias, Vilas e até Cidades, com o tão digno Portugal rural, é que não percebe a diferença entre os valores de respeito humano, que se expressam no convívio entre os seus habitantes, valores que aí ainda são uma regra de oiro nacional e que já não encontramos nas cidades. A “ruralidade” que é assim em Portugal a depositária de valores e de bons costumes, é muito menos considerada do que a cidadania e quantas vezes referenciada depreciativamente e sinónimo de atraso ou de reaccionarismo.
Por tudo isto, não abdicarei de ser apenas e exclusivamente cidadão da minha cidade e patriota de nacionalidade portuguesa.