Portugal está afundado numa crise de valores.
Não encontra rumo político, porque não participam na política homens de cultura e de valor.
Não há homens e mulheres cultos na política, não há idealistas, não há historiadores, não há pensadores…apenas economistas, oportunistas e juristas.
Economistas sem imaginação, qualidade e experiência, que tentam apenas vender espaços para instalação de multinacionais, que não entendem a sociedade, nem conhecem os portugueses.
Oportunistas, que fazem carreiras políticas vertiginosas, são logo grandes gestores, enriquecem pelo uso e abuso dos privilégios, que o sistema lhes oferece.
Juristas, que se afirmam e são muito bem sucedidos, numa ânsia legislativa que suporta as incongruências e domestica a sociedade.
A política é assim apenas a gestão corrente, de uma sociedade que é encarada cada vez mais como uma Sociedade Anónima, de um mercado global.
Uma SA, dirigida por incompetentes e servidores, cuja formação foi consolidada através da premissa, de que estar na política é o aproveitamento das oportunidades.
Não há projecto nacional, nem pode haver com esta gente e com este sistema político.
A Alemanha, continua a ser Alemanha, a França, a Grã-Bretanha, a Suécia, também. Castela mantém a sua hegemonia em Espanha, reforçam-se as autonomias da Catalunha, do País Basco, da Galiza, da Andaluzia…mas em Portugal prevalece a propaganda da mentalidade, de que não fazem sentido as independências, nesta submissão à doutrina da globalização.
Enquanto todos os países estão numa União Europeia numa perspectiva de benefício, mas afirmam-se nos seus projectos, Portugal continua a olhar a União Europeia como a sua única hipótese, numa atitude de perda progressiva dos benefícios e de cedência de soberania.
Ignorantes estes políticos porque não conhecem a história, pacóvios porque não conhecem o mundo, apátridas porque não têm o respeito, nem sentimentos, como valores enraizados.
Sem visão política, porque apenas os preocupa a sua própria satisfação, a preservação do sistema e a sua visão é apenas de dar respostas imediatas. A solução redutora e dramática de gestão corrente.
Cedemos a todos os interesses e por isso estamos completamente dependentes.
Os objectivos políticos nacionais, passam por sermos o porto atlântico que serve o interesse histórico dos castelhanos, que sempre lhes negamos, por esse facto preservamos a nossa oportunidade e a nossa glória. Passam pelo sacrifício das gerações futuras cedendo a esta incrível falta de visão de Estado, de que é na Europa, que exclusivamente deveremos fixar os nossos objectivos políticos e económicos.
Gastamos mais do que produzimos, para manter uma ilusão e os privilégios de alguns, há custa de um endividamento externo, que já condiciona toda a nossa autonomia de decisão.
Teimamos em acreditar que estar na política é apenas gerir e preservamos um sistema, que promove os maus gestores e neutraliza a qualidade.
Portugal é assim desprezado nas suas potencialidades. Basta olhar para o desenvolvimento actual dos países que criamos, que emergem como grandes potências e então perceber, o que toda esta mediocridade promovida por este sistema, nos está a liquidar.
Portugal não é apenas Europa, nunca o foi e nunca o será.
Portugal é um país Atlântico, as nossas fronteiras num mundo global, não são apenas com Espanha, mas com toda a América e todo o Mundo, como o demonstramos há 500 anos, quando éramos um povo aventureiro e com desígnios.
Se isto foi a verdade que nos glorificou e nos preservou, cada vez esta verdade é mais verdadeira, num mundo cada vez mais aproximado, pela tecnologia.
A mais grave mentira política, que corroeu a nossa vontade colectiva, foi a mensagem de que os países independentes, já não fazem sentido na era da moderna comunicação.
Começou tudo e ainda se mantém, com o sonho de Estado Federado Europeu, projecto que entra em falência porque os povos não acreditam nele e porque as identidades das sociedades, ainda preservam em muitos países europeus a sua influência.
Em Portugal insistem estes políticos mal preparados e incultos, nesta mensagem que se reveste de uma intolerável propaganda diária, nesta mentira que apenas procura o declínio de uma sociedade, constituída por um nobre povo.
Povo em silêncio e aparentemente submisso e resignado, mas triste porque está a ser ofendido e desrespeitado.
Povo cujos filhos emigram e se continuam a afirmar-se com êxito no mundo.
Gente que no seu território vê as suas qualidades amordaçadas e o seu nobre carácter aventureiro, trabalhador, criativo e heróico, ser abafado e desprezado.
Povo que não merece esta traição à sua identidade, que não merece estar nesta prisão, neste bloqueio à sua qualidade.
Povo que saberá responder, quando se falar verdade e ouvir a mensagem de um projecto motivador.
José J. Lima Monteiro Andrade
segunda-feira, 5 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
A alternativa à dissolvência de Portugal
O tema Monarquia abandonou já a sua condição de ser uma ideia marginal e ao ganhar adeptos passa hoje já por ser uma corrente de opinião na sociedade portuguesa.
Esta afirmação como corrente de opinião, tem a ver com o descontentamento face ao actual regime e também com uma nova forma de apresentação da doutrina Monarquia moderna.
A mensagem curta “ Restaurar Portugal pela Monarquia”, vem ao encontro do sentimento popular de desagrado pela actual dependência externa de Portugal, da realidade que é a desigualdade do desenvolvimento entre as suas regiões, da incapacidade de afirmação da democracia que cada vez se espartilha mais na sua asfixia, dominada pela oligarquia de apenas dois partidos.
A mensagem moderna de que Monarquia representa uma outra concepção de Estado, responde a uma ansiedade nacional de voltar a dar sentido a Portugal, através da defesa dos direitos da sociedade, da preservação territorial, patrimonial, ambiental e dos valores essenciais em que se alicerça a vivência e o bem estar colectivo.
Este projecto de novo Estado, vai muito para além da actual concepção puramente materialista de regulamentação dos poderes e dos deveres dos cidadãos, que a actual Constituição da República impõem como forma de Estado e que nos encaminhou para a insolvência como sociedade diferenciada, como Nação autónoma e soberana e que não permite ter um projecto de futuro.
Esta nova concepção de Estado, que nada tem a ver com doutrinas materialistas, nem nacionalistas, mas sim com a associação, do respeito pelo princípio essencial da diferenciação, de cada um dos portugueses, de cada região e de Portugal, como país independente e soberano, com o direito individual de influenciar, de participar e de decidir, na gestão, na governação e na decisão do futuro colectivo.
Uma nova concepção de Estado, que respeite e reconheça a sua origem, a sua história e que através desse respeito adquira a respeitabilidade dos portugueses, que através da motivação da solidariedade social e do estimulo do orgulho colectivo, permita e induza à realização de grandes objectivos colectivos e origine novas aventuras e desígnios nacionais.
É a recuperação da segurança e do ânimo nacional, através desta nova concepção de Estado Monárquico, que transmitindo de novo, que o Estado só se justifica para servir o povo, induza de novo a paixão e promova a motivação colectiva.
Esta nova concepção de Estado, que restabeleça o Reino e o sentido de Portugal, que a todos orgulhou e que todo o Mundo reconhece como heróico e extraordinário, é uma alternativa muito distinta, muito mais mobilizadora, do que essa simples e ingénua ideia, de reformar o actual sistema politico e nele substituir o Chefe de Estado eleito, pelo Rei.
O discurso monárquico moderno, não pode ser senão alternativo ao actual regime republicano.
O discurso monárquico moderno, não pode ser refém de complexos do passado, porque é uma nova concepção Estado, um reforço das garantias de liberdade individual, das liberdades regionais, da separação dos poderes, da exigência ética, do sentido do dever, da respeitabilidade, da solidariedade e uma garantia da soberania do seu povo, sobre o seu território e na gestão autónoma das suas potencialidades.
O discurso monárquico moderno é alternativo e afirmativo, porque é consistente na sua proposta de um Estado moderno, que garante o sentido de Portugal e permite a sua verdadeira expressão, num projecto moderno de futuro.
Serão porventura os próprios monárquicos os mais resistentes na aceitação desta nova concepção de Monarquia. Preocupações de outra natureza, irão inibir que entre muitos monárquicos se aprofunde e se generalize o debate, sobre esta nova concepção monárquica alternativa.
Mas sendo já muito ténue a consistência e a convicção republicana, que terá de assumir as suas responsabilidades pela actual crise de insolvência nacional, será nesta dinâmica de insurreição cultural e social, que este novo projecto monárquico irá ganhando espaço, simpatias e adesões, em todas as classes sociais ou profissionais.
Esta oportunidade monárquica, que se vai afirmando como realidade política, também escapa a todos aqueles monárquicos tradicionais, que vêm apenas como referência motivadora da sua afirmação, a sua afectividade para com o simbolismo do Rei.
Mas que todos sejamos capazes de entender o essencial.
Monarquia só tem sentido como projecto político. Coerente, consistente e que por responder às ansiedades da maioria do povo, será uma conquista do povo.
Então que sejamos capazes de responder a essa ansiedade popular que é evidente na actual sociedade portuguesa.
Façamos o discurso certo, façamo-nos ouvir.
José J. Lima Monteiro Andrade
Esta afirmação como corrente de opinião, tem a ver com o descontentamento face ao actual regime e também com uma nova forma de apresentação da doutrina Monarquia moderna.
A mensagem curta “ Restaurar Portugal pela Monarquia”, vem ao encontro do sentimento popular de desagrado pela actual dependência externa de Portugal, da realidade que é a desigualdade do desenvolvimento entre as suas regiões, da incapacidade de afirmação da democracia que cada vez se espartilha mais na sua asfixia, dominada pela oligarquia de apenas dois partidos.
A mensagem moderna de que Monarquia representa uma outra concepção de Estado, responde a uma ansiedade nacional de voltar a dar sentido a Portugal, através da defesa dos direitos da sociedade, da preservação territorial, patrimonial, ambiental e dos valores essenciais em que se alicerça a vivência e o bem estar colectivo.
Este projecto de novo Estado, vai muito para além da actual concepção puramente materialista de regulamentação dos poderes e dos deveres dos cidadãos, que a actual Constituição da República impõem como forma de Estado e que nos encaminhou para a insolvência como sociedade diferenciada, como Nação autónoma e soberana e que não permite ter um projecto de futuro.
Esta nova concepção de Estado, que nada tem a ver com doutrinas materialistas, nem nacionalistas, mas sim com a associação, do respeito pelo princípio essencial da diferenciação, de cada um dos portugueses, de cada região e de Portugal, como país independente e soberano, com o direito individual de influenciar, de participar e de decidir, na gestão, na governação e na decisão do futuro colectivo.
Uma nova concepção de Estado, que respeite e reconheça a sua origem, a sua história e que através desse respeito adquira a respeitabilidade dos portugueses, que através da motivação da solidariedade social e do estimulo do orgulho colectivo, permita e induza à realização de grandes objectivos colectivos e origine novas aventuras e desígnios nacionais.
É a recuperação da segurança e do ânimo nacional, através desta nova concepção de Estado Monárquico, que transmitindo de novo, que o Estado só se justifica para servir o povo, induza de novo a paixão e promova a motivação colectiva.
Esta nova concepção de Estado, que restabeleça o Reino e o sentido de Portugal, que a todos orgulhou e que todo o Mundo reconhece como heróico e extraordinário, é uma alternativa muito distinta, muito mais mobilizadora, do que essa simples e ingénua ideia, de reformar o actual sistema politico e nele substituir o Chefe de Estado eleito, pelo Rei.
O discurso monárquico moderno, não pode ser senão alternativo ao actual regime republicano.
O discurso monárquico moderno, não pode ser refém de complexos do passado, porque é uma nova concepção Estado, um reforço das garantias de liberdade individual, das liberdades regionais, da separação dos poderes, da exigência ética, do sentido do dever, da respeitabilidade, da solidariedade e uma garantia da soberania do seu povo, sobre o seu território e na gestão autónoma das suas potencialidades.
O discurso monárquico moderno é alternativo e afirmativo, porque é consistente na sua proposta de um Estado moderno, que garante o sentido de Portugal e permite a sua verdadeira expressão, num projecto moderno de futuro.
Serão porventura os próprios monárquicos os mais resistentes na aceitação desta nova concepção de Monarquia. Preocupações de outra natureza, irão inibir que entre muitos monárquicos se aprofunde e se generalize o debate, sobre esta nova concepção monárquica alternativa.
Mas sendo já muito ténue a consistência e a convicção republicana, que terá de assumir as suas responsabilidades pela actual crise de insolvência nacional, será nesta dinâmica de insurreição cultural e social, que este novo projecto monárquico irá ganhando espaço, simpatias e adesões, em todas as classes sociais ou profissionais.
Esta oportunidade monárquica, que se vai afirmando como realidade política, também escapa a todos aqueles monárquicos tradicionais, que vêm apenas como referência motivadora da sua afirmação, a sua afectividade para com o simbolismo do Rei.
Mas que todos sejamos capazes de entender o essencial.
Monarquia só tem sentido como projecto político. Coerente, consistente e que por responder às ansiedades da maioria do povo, será uma conquista do povo.
Então que sejamos capazes de responder a essa ansiedade popular que é evidente na actual sociedade portuguesa.
Façamos o discurso certo, façamo-nos ouvir.
José J. Lima Monteiro Andrade
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Alma do Povo
Alma do Povo
Sou um caminheiro perdido
Procuro o que faz sentido
Luto desesperadamente…
Numa ânsia que me faz correr
Ânsia, que me surgiu de repente
Que me obriga, mesmo sem querer,
A Caminhar
A procurar e a lutar…
Insistentemente.
Inimigos e amigos, tenho de afrontar
Pois eu tenho de encontrar
A Alma perdida
Para a voltar a colocar
Como a Alma do Povo,
E de novo…
Restituir-lhe a vida.
José J.Lima Monteiro Andrade
Sou um caminheiro perdido
Procuro o que faz sentido
Luto desesperadamente…
Numa ânsia que me faz correr
Ânsia, que me surgiu de repente
Que me obriga, mesmo sem querer,
A Caminhar
A procurar e a lutar…
Insistentemente.
Inimigos e amigos, tenho de afrontar
Pois eu tenho de encontrar
A Alma perdida
Para a voltar a colocar
Como a Alma do Povo,
E de novo…
Restituir-lhe a vida.
José J.Lima Monteiro Andrade
domingo, 28 de março de 2010
A Mentira histórica, tenta salvar a Mentira política.
Um destacável de hoje do Jornal de Notícias faz toda uma homenagem a Alexandre Herculano, pois comemora-se o bicentenário do seu nascimento.
Tenta-se colar o pensamento de Alexandre Herculano, ao idealismo republicano e associar esta comemoração à do centenário da República.
Não há já escrúpulos perante o respeito que nos deve merecer uma dos mais brilhantes romancistas e historiadores portugueses.
Com a mentira tenta-se salvar a mentira.
Alexandre Herculano é apresentado como um defensor do ideal republicano, num texto assinado por Claudia Luis, em que se deturpa grosseiramente, o pensamento político do nosso grande historiador, romancista, poeta e político.
Alexandre Herculano, que foi instrutor do D. Pedro V, que foi determinante para a consistência ideológica e política, desse extraordinário jovem Rei de Portugal.
Alexandre Herculano, que foi um dos grandes investigadores históricos portugueses.
Alexandre Herculano, que chorou que nem uma criança no funeral do seu Rei e aluno.
Alexandre Herculano que deixou como seu testamento, a mensagem histórica aos portugueses….” Se correrem com os Reis hoje, terão de voltar a chama-los”
Alexandre Herculano que foi um dos maiores lutadores pela verdade e pela liberdade de expressão, é agora violentado na sua ideologia e nas suas convicções, através da mentira que apenas pretende salvar o culto da actual mentira.
Alexandre Herculano era um democrata, mas era monárquico e defensor do Reino de Portugal.
O que se pretende agora é tentar preservar a mentira, de que Republica é sinónimo de democracia.
Não foi democracia a 1ª Republica, não foi democracia a 2ª Republica, a actual Republica é um simulacro de democracia formal, uma mentira formal, que se tenta salvar com a mentira histórica, ofendendo o idealismo de figuras grandes da nossa literatura e da nossa história..
São os portugueses ofendidos por este tipo der sobranceria de algumas pessoas que por motivações políticas, não têm escrúpulos de ofender a memória de Homens grandes, e não têm vergonha de deturpar toda a sua luta empenhada na defesa dos seus idealismos políticos.
A verdade é que vivemos numa Oligarquia partidária, a verdade é que hoje somos um país totalmente dependente, em que os supostos representantes do povo, já não o representam porque são submissos às dependências externas e ao sistema financeiro que governa todo o mundo.
A democracia foi condenada, é a verdade que se pretende esconder, através de toda esta mentira.
Os Homens e Mulheres livres já não têm condições de serem ouvidos e escutados.
A mentira tem assim o privilégio de poder ser divulgada e de ser exclusiva da informação que é dada aos portugueses.
Tudo está controlado, pela promiscuidade entre o mundo das finanças internacional e os políticos dependentes, dos países dependentes.
A mentira prevalece, a subjugação dos povos, das sociedades, dos países, aos interesses financeiros é a consequência de sonhos ilusórios, que se instalaram e que se promovem numa campanha permanente, que a toda a hora nos invade a própria privacidade dos nossos lares.
A mentira que não tem escrúpulos, é desumana e destruidora das sociedades, uniformizadora dos costumes e das vivencias, que serve apenas o interesse de uma elite mundial.
Resta como esperança, a persistência dos Homens e Mulheres livres, que numa luta pela verdade e pela recuperação do humanismo, consigam pela sua persistência, preservar uma reserva de valores nas sociedades, que permita e ocasione o ressuscitar da consciência dos povos, perante as graves crises sociais e políticas, que são inevitáveis.
Estes Homens e Mulheres livres, os que apontam que uma sociedade com um passado e com uma história tem direitos e que esses direitos constituem o sentido de país e de uma Nação, podem estar hoje silenciados, mas são a reserva humana da verdade.
Portugal ainda tem sentido, a sociedade portuguesa ainda tem direitos, os portugueses voltarão a ter o direito de decidir sobre o seu futuro e a governar em Portugal.
José J. Lima Monteiro Andrade
Tenta-se colar o pensamento de Alexandre Herculano, ao idealismo republicano e associar esta comemoração à do centenário da República.
Não há já escrúpulos perante o respeito que nos deve merecer uma dos mais brilhantes romancistas e historiadores portugueses.
Com a mentira tenta-se salvar a mentira.
Alexandre Herculano é apresentado como um defensor do ideal republicano, num texto assinado por Claudia Luis, em que se deturpa grosseiramente, o pensamento político do nosso grande historiador, romancista, poeta e político.
Alexandre Herculano, que foi instrutor do D. Pedro V, que foi determinante para a consistência ideológica e política, desse extraordinário jovem Rei de Portugal.
Alexandre Herculano, que foi um dos grandes investigadores históricos portugueses.
Alexandre Herculano, que chorou que nem uma criança no funeral do seu Rei e aluno.
Alexandre Herculano que deixou como seu testamento, a mensagem histórica aos portugueses….” Se correrem com os Reis hoje, terão de voltar a chama-los”
Alexandre Herculano que foi um dos maiores lutadores pela verdade e pela liberdade de expressão, é agora violentado na sua ideologia e nas suas convicções, através da mentira que apenas pretende salvar o culto da actual mentira.
Alexandre Herculano era um democrata, mas era monárquico e defensor do Reino de Portugal.
O que se pretende agora é tentar preservar a mentira, de que Republica é sinónimo de democracia.
Não foi democracia a 1ª Republica, não foi democracia a 2ª Republica, a actual Republica é um simulacro de democracia formal, uma mentira formal, que se tenta salvar com a mentira histórica, ofendendo o idealismo de figuras grandes da nossa literatura e da nossa história..
São os portugueses ofendidos por este tipo der sobranceria de algumas pessoas que por motivações políticas, não têm escrúpulos de ofender a memória de Homens grandes, e não têm vergonha de deturpar toda a sua luta empenhada na defesa dos seus idealismos políticos.
A verdade é que vivemos numa Oligarquia partidária, a verdade é que hoje somos um país totalmente dependente, em que os supostos representantes do povo, já não o representam porque são submissos às dependências externas e ao sistema financeiro que governa todo o mundo.
A democracia foi condenada, é a verdade que se pretende esconder, através de toda esta mentira.
Os Homens e Mulheres livres já não têm condições de serem ouvidos e escutados.
A mentira tem assim o privilégio de poder ser divulgada e de ser exclusiva da informação que é dada aos portugueses.
Tudo está controlado, pela promiscuidade entre o mundo das finanças internacional e os políticos dependentes, dos países dependentes.
A mentira prevalece, a subjugação dos povos, das sociedades, dos países, aos interesses financeiros é a consequência de sonhos ilusórios, que se instalaram e que se promovem numa campanha permanente, que a toda a hora nos invade a própria privacidade dos nossos lares.
A mentira que não tem escrúpulos, é desumana e destruidora das sociedades, uniformizadora dos costumes e das vivencias, que serve apenas o interesse de uma elite mundial.
Resta como esperança, a persistência dos Homens e Mulheres livres, que numa luta pela verdade e pela recuperação do humanismo, consigam pela sua persistência, preservar uma reserva de valores nas sociedades, que permita e ocasione o ressuscitar da consciência dos povos, perante as graves crises sociais e políticas, que são inevitáveis.
Estes Homens e Mulheres livres, os que apontam que uma sociedade com um passado e com uma história tem direitos e que esses direitos constituem o sentido de país e de uma Nação, podem estar hoje silenciados, mas são a reserva humana da verdade.
Portugal ainda tem sentido, a sociedade portuguesa ainda tem direitos, os portugueses voltarão a ter o direito de decidir sobre o seu futuro e a governar em Portugal.
José J. Lima Monteiro Andrade
quinta-feira, 25 de março de 2010
Quem manda em Portugal? O povo ou as agências de rating?
A liberdade de cada um de nós depende, depende da forma como nos sabemos colocar na vida.
A dependência financeira, é na actualidade a condição e a razão mais condicinadora da nossa liberdade.
Para cada um de nós e para cada país.
A dependência financeira, coloca hoje enormes limitações, ao exercício da democracia.
Coloca interrogações, que minam os alicerces das democracias representativas e que irão originar crises profundas e graves, pois cada vez mais é evidente o dilema dos povos, entre a subjugação às lideranças financeiras mundiais e a sua capacidade de decidir e influenciar politicamente.
Nos países mais dependentes, como é Portugal dos dias de hoje, o dilema já pouco conta.
Os partidos políticos responsáveis pela colocação de Portugal, nesta triste situação de dependência financeira, só têm como objectivo, preservar essa situação.
Esta é a triste e redutora ideologia, em que se fixaram os partidos políticos dominantes em Portugal.
Quem manda em Portugal?
O povo ou agências de rating?
Uma agência de rating, veio antes mesmo da votação da Resolução sobre o PEC na Assembleia da Republica, anunciar uma descida da credibilidade do Estado português para cumprir os objectivos de equilíbrio orçamental.
Uma agência de informação financeira, levanta todo um problema político e condiciona a vida política nacional.
A ameaça é evidente. Ameaça ao Estado e todas as empresas portuguesas, porque os juros da dívida pública e do crédito às empresas poderá subir ou ser dificultado.
O Partido Socialista vê assim condenado o PEC que apresentou e tenta em desespero o compromisso mais alargado através de um voto do PSD, que impeça a rejeição política, desse documento de enquadramento legislativo, que irá ser muito penalizador para os portugueses.
Tenta-se em derradeira circunstância, já que não foi possível, nem houve essa vontade, apenas dar um sinal, a essas influentes agências do mercado financeiro de que o PEC, não é rejeitado.
O PSD é assim comprometido. Basta a sua abstenção num Projecto de Resolução, para garantir a manutenção do caminho escolhido da nossa dependência.
O PSD, tem porém na mentira política, o argumento para dar satisfação a toda esta dependência, para a qual contribuiu decididamente.
O PSD pode perfeitamente abster-se hoje, porque o seu líder de amanhã já anunciou que votaria contra e que fará renascer um novo partido e um novo projecto de mudança para Portugal.
Os dois partidos dominantes irão preservar o desastre nacional.
Irão condenar os portugueses e a democracia.
O PS, preserva o seu Governo, o PSD de hoje ficará ilibado, pelo PSD de amanhã.
A presunção é evidente.
Os portugueses só têm nestes dois partidos, a sua hipótese de governação.
Esta é a mais grave limitação da democracia portuguesa, que se deixou estrangular numa dominância partidária, que caracteriza esta Oligarquia em que se fixou a 3ª República.
Os portugueses já não têm voto na matéria.
Nem o caminho foi uma sua escolha, nem nunca foram chamados a decidir sobre esse caminho, apenas foram ludibriados pela propaganda eleitoral enganosa, por programas e promessas, que se deitam para o caixote do lixo, logo que a exigência externa o imponha.
Liberdade, Democracia?
Quando tivermos um sistema politico, que exija e garanta, a responsabilidade dos Partidos e dos políticos.
Independência e Futuro?
Quando tivermos um regime, que defenda e preserve os direitos e valores da sociedade portuguesa e defenda a dignidade do povo português.
José J. Lima Monteiro Andrade
A dependência financeira, é na actualidade a condição e a razão mais condicinadora da nossa liberdade.
Para cada um de nós e para cada país.
A dependência financeira, coloca hoje enormes limitações, ao exercício da democracia.
Coloca interrogações, que minam os alicerces das democracias representativas e que irão originar crises profundas e graves, pois cada vez mais é evidente o dilema dos povos, entre a subjugação às lideranças financeiras mundiais e a sua capacidade de decidir e influenciar politicamente.
Nos países mais dependentes, como é Portugal dos dias de hoje, o dilema já pouco conta.
Os partidos políticos responsáveis pela colocação de Portugal, nesta triste situação de dependência financeira, só têm como objectivo, preservar essa situação.
Esta é a triste e redutora ideologia, em que se fixaram os partidos políticos dominantes em Portugal.
Quem manda em Portugal?
O povo ou agências de rating?
Uma agência de rating, veio antes mesmo da votação da Resolução sobre o PEC na Assembleia da Republica, anunciar uma descida da credibilidade do Estado português para cumprir os objectivos de equilíbrio orçamental.
Uma agência de informação financeira, levanta todo um problema político e condiciona a vida política nacional.
A ameaça é evidente. Ameaça ao Estado e todas as empresas portuguesas, porque os juros da dívida pública e do crédito às empresas poderá subir ou ser dificultado.
O Partido Socialista vê assim condenado o PEC que apresentou e tenta em desespero o compromisso mais alargado através de um voto do PSD, que impeça a rejeição política, desse documento de enquadramento legislativo, que irá ser muito penalizador para os portugueses.
Tenta-se em derradeira circunstância, já que não foi possível, nem houve essa vontade, apenas dar um sinal, a essas influentes agências do mercado financeiro de que o PEC, não é rejeitado.
O PSD é assim comprometido. Basta a sua abstenção num Projecto de Resolução, para garantir a manutenção do caminho escolhido da nossa dependência.
O PSD, tem porém na mentira política, o argumento para dar satisfação a toda esta dependência, para a qual contribuiu decididamente.
O PSD pode perfeitamente abster-se hoje, porque o seu líder de amanhã já anunciou que votaria contra e que fará renascer um novo partido e um novo projecto de mudança para Portugal.
Os dois partidos dominantes irão preservar o desastre nacional.
Irão condenar os portugueses e a democracia.
O PS, preserva o seu Governo, o PSD de hoje ficará ilibado, pelo PSD de amanhã.
A presunção é evidente.
Os portugueses só têm nestes dois partidos, a sua hipótese de governação.
Esta é a mais grave limitação da democracia portuguesa, que se deixou estrangular numa dominância partidária, que caracteriza esta Oligarquia em que se fixou a 3ª República.
Os portugueses já não têm voto na matéria.
Nem o caminho foi uma sua escolha, nem nunca foram chamados a decidir sobre esse caminho, apenas foram ludibriados pela propaganda eleitoral enganosa, por programas e promessas, que se deitam para o caixote do lixo, logo que a exigência externa o imponha.
Liberdade, Democracia?
Quando tivermos um sistema politico, que exija e garanta, a responsabilidade dos Partidos e dos políticos.
Independência e Futuro?
Quando tivermos um regime, que defenda e preserve os direitos e valores da sociedade portuguesa e defenda a dignidade do povo português.
José J. Lima Monteiro Andrade
quarta-feira, 24 de março de 2010
Lutemos pelo essencial … por um projecto político português
O nosso mar transformou-se num imenso “latifúndio marítimo”.
As pequenas empresas de pesca receberam prémios de abate às suas embarcações.
A pesca artesanal já não encontra o peixe que justifique a saída para o mar.
Grandes arrastões passam esporádica e metodicamente, levando tudo nas suas redes.
Agricultura? Quotas de produção, subsídios de fomento à “não produção”, crédito e factores a custos insuportáveis, preços condicionados….façam apenas algum leite, algum vinho e umas hortas.
A reserva alimentar estratégica de Portugal, não dá para uma semana…uma dependência da nossa soberania inaceitável e muito perigosa.
250.000 pequenas e médias empresas nacionais, fecharam as portas em 4 anos.
Multinacionais vão-se embora, pois noutros lugares têm melhores condições.
A mensagem é a alta tecnologia. Os nichos do mercado mundial.
Um desafio muito delicado.
Empresas com sofisticados equipamentos electrónicos e informáticos estão sujeitas ao monopólio do fornecimento da energia eléctrica, que tem permanentes quebras de tensão….para toda a fábrica várias vezes ao dia, fica o produto muito mais caro.
Invistam em nichos de mercado, pois são essas pequenas e originais produções que os chineses não se sentem tentados a imitar.
Até as bandeiras que são vendidas às portas dos estádios de futebol já são fabricadas nesse oásis da globalização.
Riscos elevados para o empresário, que para além de todos os condicionalismos burocráticos que um Estado hostil lhe levanta, tem créditos muito caros e prazos de amortização curtos, para a concretização dos seus projectos e não pode nunca fazer a programação fiel do seu investimento, pois é demasiado frequente que o seu produto passe de um momento para o outro, “made in china” e a metade do preço.
Pertencemos a uma organização política e económica que está bloqueada por uma contradição.
As empresas produtivas da União, não conseguem ter capacidade de concorrerem neste mercado globalizado.
Acreditou-se na oportunidade que significaria a elevação do nível de vida dos chineses, desprezou-se a sua capacidade.
O que vai acontecer.
A Europa caminha para uma situação insuportável. Os pequenos países, como Portugal , têm esse mesmo problema e ainda o do bloqueamento produtivo, que a própria União impôs.
Aceita a China mudar de sistema político?
Aceitam os países da União, mudar os seus sistemas políticos?
Haverá condições para uma negociação no âmbito da Organização Mundial de Comercio, que possam responder a esta ansiedade essencial da Europa?
O que representa a União Europeia hoje, neste quadro político global?
Ou terá a União de voltar às suas políticas do passado e às medidas proteccionistas do seu mercado?
A crise não é apenas uma crise financeira, é uma crise muito delicada que exigirá uma afirmação clara da União e que terá consequências imprevisíveis na sua consolidação política.
As indecisões decorrentes do complexo sistema decisório europeu, vai levar a adiamentos, que se adicionam como motivos de preocupação.
Portugal está totalmente dependente, politica, financeira e economicamente.
Situação inaceitável, para um povo que tem de ver respeitada a sua dignidade.
É assim urgente a restauração de Portugal.
Restauração do seu sentido como Nação, do seu projecto autónomo de governação e de desenvolvimento.
A hora é a de construir esse projecto nacional.
José J. Lima Monteiro Andrade
As pequenas empresas de pesca receberam prémios de abate às suas embarcações.
A pesca artesanal já não encontra o peixe que justifique a saída para o mar.
Grandes arrastões passam esporádica e metodicamente, levando tudo nas suas redes.
Agricultura? Quotas de produção, subsídios de fomento à “não produção”, crédito e factores a custos insuportáveis, preços condicionados….façam apenas algum leite, algum vinho e umas hortas.
A reserva alimentar estratégica de Portugal, não dá para uma semana…uma dependência da nossa soberania inaceitável e muito perigosa.
250.000 pequenas e médias empresas nacionais, fecharam as portas em 4 anos.
Multinacionais vão-se embora, pois noutros lugares têm melhores condições.
A mensagem é a alta tecnologia. Os nichos do mercado mundial.
Um desafio muito delicado.
Empresas com sofisticados equipamentos electrónicos e informáticos estão sujeitas ao monopólio do fornecimento da energia eléctrica, que tem permanentes quebras de tensão….para toda a fábrica várias vezes ao dia, fica o produto muito mais caro.
Invistam em nichos de mercado, pois são essas pequenas e originais produções que os chineses não se sentem tentados a imitar.
Até as bandeiras que são vendidas às portas dos estádios de futebol já são fabricadas nesse oásis da globalização.
Riscos elevados para o empresário, que para além de todos os condicionalismos burocráticos que um Estado hostil lhe levanta, tem créditos muito caros e prazos de amortização curtos, para a concretização dos seus projectos e não pode nunca fazer a programação fiel do seu investimento, pois é demasiado frequente que o seu produto passe de um momento para o outro, “made in china” e a metade do preço.
Pertencemos a uma organização política e económica que está bloqueada por uma contradição.
As empresas produtivas da União, não conseguem ter capacidade de concorrerem neste mercado globalizado.
Acreditou-se na oportunidade que significaria a elevação do nível de vida dos chineses, desprezou-se a sua capacidade.
O que vai acontecer.
A Europa caminha para uma situação insuportável. Os pequenos países, como Portugal , têm esse mesmo problema e ainda o do bloqueamento produtivo, que a própria União impôs.
Aceita a China mudar de sistema político?
Aceitam os países da União, mudar os seus sistemas políticos?
Haverá condições para uma negociação no âmbito da Organização Mundial de Comercio, que possam responder a esta ansiedade essencial da Europa?
O que representa a União Europeia hoje, neste quadro político global?
Ou terá a União de voltar às suas políticas do passado e às medidas proteccionistas do seu mercado?
A crise não é apenas uma crise financeira, é uma crise muito delicada que exigirá uma afirmação clara da União e que terá consequências imprevisíveis na sua consolidação política.
As indecisões decorrentes do complexo sistema decisório europeu, vai levar a adiamentos, que se adicionam como motivos de preocupação.
Portugal está totalmente dependente, politica, financeira e economicamente.
Situação inaceitável, para um povo que tem de ver respeitada a sua dignidade.
É assim urgente a restauração de Portugal.
Restauração do seu sentido como Nação, do seu projecto autónomo de governação e de desenvolvimento.
A hora é a de construir esse projecto nacional.
José J. Lima Monteiro Andrade
domingo, 21 de março de 2010
Apelo a Portugal .... Renasce Terra
Renasce Terra
Apelo a Portugal
Terra de tão nobres valores…
Terra de tão nobres senhores…
Terra que perdeu a memória…
Que esqueceu o passado,
As referências de sua glória,
Tudo está hoje enterrado.
Como podes tu, oh terra!
A este ponto ter chegado.
Tu que foste conquistada,
Defendida por heróis na guerra,
Estás hoje totalmente paralisada.
Tudo isto, em nome de quê?
Tudo isto, porquê?
Ergue-te terra desgraçada…
Tu tens um nobre Povo,
Honra esse povo e a tua história,
Enaltece os teus heróis de novo,
Volta à tua velha glória.
Liberta-te da mentira e da traição,
Caminha pelo teu próprio pé.
Ressuscita…
Volta a ter Alma e Coração,
Acredita…
Põem-te em paz com a tua fé.
José J. Lima Monateiro Andrade
Apelo a Portugal
Terra de tão nobres valores…
Terra de tão nobres senhores…
Terra que perdeu a memória…
Que esqueceu o passado,
As referências de sua glória,
Tudo está hoje enterrado.
Como podes tu, oh terra!
A este ponto ter chegado.
Tu que foste conquistada,
Defendida por heróis na guerra,
Estás hoje totalmente paralisada.
Tudo isto, em nome de quê?
Tudo isto, porquê?
Ergue-te terra desgraçada…
Tu tens um nobre Povo,
Honra esse povo e a tua história,
Enaltece os teus heróis de novo,
Volta à tua velha glória.
Liberta-te da mentira e da traição,
Caminha pelo teu próprio pé.
Ressuscita…
Volta a ter Alma e Coração,
Acredita…
Põem-te em paz com a tua fé.
José J. Lima Monateiro Andrade
quinta-feira, 18 de março de 2010
A neutralização estratégica da sociedade portuguesa
A neutralização da sociedade civil
A participação cívica das pessoas e das suas organizações é um instrumento essencial da vitalidade de uma democracia.
Na sociedade portuguesa as limitações e neutralizações dessa participação cívica são uma boa medida da asfixia democrática actual.
Os partidos políticos são essenciais numa democracia, mas a sua dominância representa uma limitação gravíssima ao exercício da participação cívica e por consequência ao exercício da democracia e da dinâmica social e económica.
Em Portugal, nenhum Presidente da República conseguirá ser eleito, se não for proposto, apoiado e colaborante com algum dos partidos políticos dominantes.
Não há deputados independentes e todos os deputados estão sujeitos à disciplina partidária de voto, o que os transforma em meras correias de apoio dos partidos, sob os quais foram eleitos.
As tentativas de candidaturas eleitorais à revelia dos partidos ou independentes, nas eleições autárquicas revelaram-se uma impossibilidade e os escassos exemplos de sucesso representam uma lamentável expressão pública do sentido ético e do sentido de exigência para com valores essenciais.
Uma sociedade totalmente neutralizada pelos partidos dominantes, que assim impõem a regra a que a sociedade se resignou, de que só através deles se pode ter condições de intervir politicamente.
Neutralizada e subjugada politicamente a sociedade e uma democracia em que apenas o formalismo das eleições ainda permite o uso da denominação.
Os partidos dominantes, os que têm representação parlamentar neste sistema asfixiante, criaram mecanismos legais da preservação deste seu estatuto, que inviabilizam na prática a possibilidade de surgimento da concorrência partidária, através de novos partidos políticos.
Tudo está limitado, a um determinado horizonte ideológico e toda a sociedade subjugada a esta limitação inaceitável, de só através destes partidos e só através destas ideologias caducas e ultrapassadas, se poder participar ou votar.
É a Oligarquia a que se reduziu esta República.
Outros instrumentos, serviram para neutralizar ainda mais a sociedade civil.
A dinâmica reivindicativa sócio profissional, é uma essencial postura de exigência dos diversos sectores da actividade económica. Ela representa também, o maior quebra cabeças para qualquer governo, que sob essa pressão tem de dar respostas adequadas.
Mas os Sindicatos, Confederações e Associações Patronais, também foram neutralizados na sua dinâmica reivindicativa.
As suas necessidades financeiras, para a manutenção das suas estruturas, associada a uma carência de motivação individual para o associativismo, originaram uma irremediável subjugação.
Os Governos aproveitaram-se destas debilidades e usando os dinheiros dos fundos estruturais, distribuíram-lhes serviços e meios financeiros, fizeram pactos tácitos, de neutralização das dinâmicas reivindicativas.
Nada é formal, nada é explícito, mas todos sabem, que a partir de determinados níveis de dinâmicas reivindicativas ou da incapacidade de reposta, a torneira pode-se fechar e as estruturas ficarão sem meios.
Não se impede formalmente, mas as limitações são uma realidade.
A destruição da capacidade reivindicativa sócio profissional, não é apenas uma limitação da criatividade da sociedade, é também uma gravíssima limitação da dinâmica empresarial e produtiva, que entre nós é claramente visível no sector primário e nas pequenas e médias empresas.
Esta limitação reivindicativa, está na essência da permissividade nacional a políticas da União Europeia que destruíram significativamente sectores chave da nossa actividade económica e com consequências gravíssimas no equilíbrio social e ambiental. As Pescas e muitos sectores da Agricultura, o pequeno comércio e o abandono produtivo de muitos sectores da produção industrial tradicional.
Uma sociedade subjugada e neutralizada, nas suas formas de expressão.
Fala-se muito do controle da informação. Pouco se fala, destas limitações e destes controles.
Mas este controles e estas neutralizações, já originaram destruições e inibições demasiado graves.
Neutralizada uma sociedade politica, económica e empresarialmente, para facilitar a vida aos governantes incapazes de dar respostas adequadas, à sociedade e à sua dinâmica.
É fácil governar pela neutralização, será cada vez mais difícil justificar, este sistema e este regime, através da palavra democracia.
O que se está a passar, é adiamento da confirmação pública, do seu sentido verdadeiro… a sua insustentabilidade.
José J. Lima Monteiro Andrade
A participação cívica das pessoas e das suas organizações é um instrumento essencial da vitalidade de uma democracia.
Na sociedade portuguesa as limitações e neutralizações dessa participação cívica são uma boa medida da asfixia democrática actual.
Os partidos políticos são essenciais numa democracia, mas a sua dominância representa uma limitação gravíssima ao exercício da participação cívica e por consequência ao exercício da democracia e da dinâmica social e económica.
Em Portugal, nenhum Presidente da República conseguirá ser eleito, se não for proposto, apoiado e colaborante com algum dos partidos políticos dominantes.
Não há deputados independentes e todos os deputados estão sujeitos à disciplina partidária de voto, o que os transforma em meras correias de apoio dos partidos, sob os quais foram eleitos.
As tentativas de candidaturas eleitorais à revelia dos partidos ou independentes, nas eleições autárquicas revelaram-se uma impossibilidade e os escassos exemplos de sucesso representam uma lamentável expressão pública do sentido ético e do sentido de exigência para com valores essenciais.
Uma sociedade totalmente neutralizada pelos partidos dominantes, que assim impõem a regra a que a sociedade se resignou, de que só através deles se pode ter condições de intervir politicamente.
Neutralizada e subjugada politicamente a sociedade e uma democracia em que apenas o formalismo das eleições ainda permite o uso da denominação.
Os partidos dominantes, os que têm representação parlamentar neste sistema asfixiante, criaram mecanismos legais da preservação deste seu estatuto, que inviabilizam na prática a possibilidade de surgimento da concorrência partidária, através de novos partidos políticos.
Tudo está limitado, a um determinado horizonte ideológico e toda a sociedade subjugada a esta limitação inaceitável, de só através destes partidos e só através destas ideologias caducas e ultrapassadas, se poder participar ou votar.
É a Oligarquia a que se reduziu esta República.
Outros instrumentos, serviram para neutralizar ainda mais a sociedade civil.
A dinâmica reivindicativa sócio profissional, é uma essencial postura de exigência dos diversos sectores da actividade económica. Ela representa também, o maior quebra cabeças para qualquer governo, que sob essa pressão tem de dar respostas adequadas.
Mas os Sindicatos, Confederações e Associações Patronais, também foram neutralizados na sua dinâmica reivindicativa.
As suas necessidades financeiras, para a manutenção das suas estruturas, associada a uma carência de motivação individual para o associativismo, originaram uma irremediável subjugação.
Os Governos aproveitaram-se destas debilidades e usando os dinheiros dos fundos estruturais, distribuíram-lhes serviços e meios financeiros, fizeram pactos tácitos, de neutralização das dinâmicas reivindicativas.
Nada é formal, nada é explícito, mas todos sabem, que a partir de determinados níveis de dinâmicas reivindicativas ou da incapacidade de reposta, a torneira pode-se fechar e as estruturas ficarão sem meios.
Não se impede formalmente, mas as limitações são uma realidade.
A destruição da capacidade reivindicativa sócio profissional, não é apenas uma limitação da criatividade da sociedade, é também uma gravíssima limitação da dinâmica empresarial e produtiva, que entre nós é claramente visível no sector primário e nas pequenas e médias empresas.
Esta limitação reivindicativa, está na essência da permissividade nacional a políticas da União Europeia que destruíram significativamente sectores chave da nossa actividade económica e com consequências gravíssimas no equilíbrio social e ambiental. As Pescas e muitos sectores da Agricultura, o pequeno comércio e o abandono produtivo de muitos sectores da produção industrial tradicional.
Uma sociedade subjugada e neutralizada, nas suas formas de expressão.
Fala-se muito do controle da informação. Pouco se fala, destas limitações e destes controles.
Mas este controles e estas neutralizações, já originaram destruições e inibições demasiado graves.
Neutralizada uma sociedade politica, económica e empresarialmente, para facilitar a vida aos governantes incapazes de dar respostas adequadas, à sociedade e à sua dinâmica.
É fácil governar pela neutralização, será cada vez mais difícil justificar, este sistema e este regime, através da palavra democracia.
O que se está a passar, é adiamento da confirmação pública, do seu sentido verdadeiro… a sua insustentabilidade.
José J. Lima Monteiro Andrade
quarta-feira, 17 de março de 2010
A mentira preserva a irresponsabilidade…condena os portugueses.
Quatro meses depois das eleições legislativas estão os portugueses confrontados com uma radical de alteração das promessas eleitorais, da imagem pública dos protagonistas políticos e da situação real da nossa economia e finanças públicas.
Ao optimismo do actual Primeiro Ministro, que venceu essas eleições, deu origem à sua incapacidade actual de explicar convenientemente aos portugueses, a necessidade de todos irmos ser penalizados por medidas que nos próximos dois anos, que irão baixar o nível de vida, o nível de confiança, as expectativas de futuro.
A solução mágica do investimento público, foi agora abandonada.
O Estado previdência diminui as suas prestações e reconhece publicamente a sua insustentabilidade.
Sacrifícios exigidos, por quem nos tem facultado meios, para manter uma ilusão de podermos ter um Estado que gasta muito mais, do que devia e do que poderia gastar.
Sacrifícios e pior que isso, uma realidade de caminho de sacrifícios, sem que haja a resolução dos bloqueios crónicos, que estão claramente identificados, que impedem o progresso económico e preservem o equilíbrio financeiro.
Diz-se no discurso oficial de hoje, o sonho não acabou, isto é apenas um interregno que nos é imposto.
Persiste a mentira.
Os partidos políticos assumem a exclusividade da responsabilidade.
O PEC, Plano de Estabilidade e Crescimento, é o instrumento da penalização e da mentira.
Ele apresenta as medidas que originam e impõem os sacrifícios, mas não aponta nenhum caminho de mudança que nos permita verificar, aspirar ou sequer sonhar, com um futuro melhor.
Cortam despesas do Estado, cortam-se regalias e benefícios dos portugueses, cortam-se os investimentos públicos, privatizam-se empresas deficitárias, mas não se criam as condições para o investimento privado, nem para o estímulo empresarial.
Assim é uma condenação.
Uma condenação à pobreza, uma condenação de um sistema económico falido, uma condenação do Estado previdência, uma condenação a um nível insuportável do desemprego, uma condenação de uma sociedade, sem uma única palavra de esperança.
Mas então quais os partidos que irão assumir a responsabilidade, desta condenação?
Provavelmente nenhum.
O PCP e Bloco de Esquerda, não o poderão aprovar, pois o PEC, é um instrumento de destruição das suas caducas teses estatizantes.
O CDS, também não o irá aprovar, pois o seu líder tem pretensões a manter-se por mais alguns anos na política.
O PEC, irá ter assim o apoio expresso do PS, que suporta o seu líder José Sócrates e do PSD liderado por Ferreira Leite em final de carreira política.
O futuro líder do PSD, ficará assim livre de um comprometimento muito grave e liberto para em sintonia com o sentimento popular de revolta, fazer a oposição que lhe trará rapidamente a aspiração de governação. O partido unir-se-á nesta perspectiva de chegar ao poder.
A recandidatura de Cavaco Silva à Presidência da República ditará, um acordo tácito que interessa ao actual Presidente e ao seu partido de coração.
Haverá eleições legislativas antecipadas e marcadas no momento mais conveniente, não obviamente para o país, mas o partido e para a sua ambição de vitória.
Esse será o acordo.
O PS de Sócrates sairá assim derrotado. Tentará regenerar-se a tempo útil e condenará o seu actual líder a um lugar de prestígio de preferência no estrangeiro.
Ficarmos então com a condenação e com novos líderes partidários, que até poderão dizer, invocando discursos do passado que nunca estiveram de acordo com o PEC, que nos condenou.
O Presidente da República, que pelo seu silêncio e habilidade, conseguiu que no momento político actual se enraizasse esta convicção de que a responsabilidade é exclusiva dos partidos, também não será acusado e será reeleito.
Nem o Presidente, nem os actuais líderes partidários, nem os partidos políticos, serão responsabilizados pela condenação.
Depois saberão gerir a desgraça e saberão justificar a sua impotência, para alterar a condenação.
A capacidade de fugir à responsabilidades, é a grande permissividade deste regime, desta Oligarquia partidária, que usa o formalismo dos instrumentos de uma democracia, mas condena os seus princípios.
Enquanto não criarmos em Portugal, um regime e um sistema, que associe a legitimidade democrática à responsabilização dos políticos e das suas organizações, estaremos sempre sujeitos à mentira e à condenação.
Mas isso não convém aos partidos dominantes, nem à mediocridade e fragilidade dos políticos profissionais actuais.
O Regime está assim prisioneiro e por isso condenado também ele…pelo simples facto de tudo isto ser uma mentira e de tudo isto ser insustentável.
José J. Lima Monteiro Andrade.
Ao optimismo do actual Primeiro Ministro, que venceu essas eleições, deu origem à sua incapacidade actual de explicar convenientemente aos portugueses, a necessidade de todos irmos ser penalizados por medidas que nos próximos dois anos, que irão baixar o nível de vida, o nível de confiança, as expectativas de futuro.
A solução mágica do investimento público, foi agora abandonada.
O Estado previdência diminui as suas prestações e reconhece publicamente a sua insustentabilidade.
Sacrifícios exigidos, por quem nos tem facultado meios, para manter uma ilusão de podermos ter um Estado que gasta muito mais, do que devia e do que poderia gastar.
Sacrifícios e pior que isso, uma realidade de caminho de sacrifícios, sem que haja a resolução dos bloqueios crónicos, que estão claramente identificados, que impedem o progresso económico e preservem o equilíbrio financeiro.
Diz-se no discurso oficial de hoje, o sonho não acabou, isto é apenas um interregno que nos é imposto.
Persiste a mentira.
Os partidos políticos assumem a exclusividade da responsabilidade.
O PEC, Plano de Estabilidade e Crescimento, é o instrumento da penalização e da mentira.
Ele apresenta as medidas que originam e impõem os sacrifícios, mas não aponta nenhum caminho de mudança que nos permita verificar, aspirar ou sequer sonhar, com um futuro melhor.
Cortam despesas do Estado, cortam-se regalias e benefícios dos portugueses, cortam-se os investimentos públicos, privatizam-se empresas deficitárias, mas não se criam as condições para o investimento privado, nem para o estímulo empresarial.
Assim é uma condenação.
Uma condenação à pobreza, uma condenação de um sistema económico falido, uma condenação do Estado previdência, uma condenação a um nível insuportável do desemprego, uma condenação de uma sociedade, sem uma única palavra de esperança.
Mas então quais os partidos que irão assumir a responsabilidade, desta condenação?
Provavelmente nenhum.
O PCP e Bloco de Esquerda, não o poderão aprovar, pois o PEC, é um instrumento de destruição das suas caducas teses estatizantes.
O CDS, também não o irá aprovar, pois o seu líder tem pretensões a manter-se por mais alguns anos na política.
O PEC, irá ter assim o apoio expresso do PS, que suporta o seu líder José Sócrates e do PSD liderado por Ferreira Leite em final de carreira política.
O futuro líder do PSD, ficará assim livre de um comprometimento muito grave e liberto para em sintonia com o sentimento popular de revolta, fazer a oposição que lhe trará rapidamente a aspiração de governação. O partido unir-se-á nesta perspectiva de chegar ao poder.
A recandidatura de Cavaco Silva à Presidência da República ditará, um acordo tácito que interessa ao actual Presidente e ao seu partido de coração.
Haverá eleições legislativas antecipadas e marcadas no momento mais conveniente, não obviamente para o país, mas o partido e para a sua ambição de vitória.
Esse será o acordo.
O PS de Sócrates sairá assim derrotado. Tentará regenerar-se a tempo útil e condenará o seu actual líder a um lugar de prestígio de preferência no estrangeiro.
Ficarmos então com a condenação e com novos líderes partidários, que até poderão dizer, invocando discursos do passado que nunca estiveram de acordo com o PEC, que nos condenou.
O Presidente da República, que pelo seu silêncio e habilidade, conseguiu que no momento político actual se enraizasse esta convicção de que a responsabilidade é exclusiva dos partidos, também não será acusado e será reeleito.
Nem o Presidente, nem os actuais líderes partidários, nem os partidos políticos, serão responsabilizados pela condenação.
Depois saberão gerir a desgraça e saberão justificar a sua impotência, para alterar a condenação.
A capacidade de fugir à responsabilidades, é a grande permissividade deste regime, desta Oligarquia partidária, que usa o formalismo dos instrumentos de uma democracia, mas condena os seus princípios.
Enquanto não criarmos em Portugal, um regime e um sistema, que associe a legitimidade democrática à responsabilização dos políticos e das suas organizações, estaremos sempre sujeitos à mentira e à condenação.
Mas isso não convém aos partidos dominantes, nem à mediocridade e fragilidade dos políticos profissionais actuais.
O Regime está assim prisioneiro e por isso condenado também ele…pelo simples facto de tudo isto ser uma mentira e de tudo isto ser insustentável.
José J. Lima Monteiro Andrade.
sábado, 13 de março de 2010
Os heróis das Escolas.
Os Heróis das Escolas
Ser aluno cumpridor e respeitador, é cada vez mais um acto de verdadeiro heroísmo, nas escolas públicas portuguesas.
Decretou-se o fim das faltas escolares, o fim das reprovações, o fim da exigência mínima exigível.
Simultaneamente abdicou-se por completo do respeito exigível do aluno, para com o Professor, para com os seus colegas e para com a escola.
Já não é tolerância, nem permissividade, é o fomento da prevaricação, do incumprimento escolar, do desrespeito e falta de educação.
A escola pública, que deveria ser um instrumento essencial da política da igualdade de oportunidades, assume cada vez mais a sua vocação, de contrariar esse nobre e justo princípio.
Todos temos já esta convicção, todos temos consciência desta realidade, de que há um verdadeiro e inequívoco privilégio, dos alunos que têm a possibilidade de aprendizagem no ensino privado.
Em nome de falaciosas doutrinas de igualdade, criou-se um verdadeiro e monstruoso instrumento da desigualdade de oportunidades, que é hoje a escola pública.
Haverá certamente muitas nuances entre escolas desta verdade, haverá certamente muitas nuances desta verdade, entre as turmas da mesma escola, mas a verdade é que a escola pública se transformou num lugar onde os cumpridores e respeitadores, não têm condições de ser estimulados e pelo contrário, são permanentemente influenciados a ser prevaricadores.
Sofrem muitos milhares de Professores com este clima.
Sofrem muitas famílias esta humilhação e não têm condições de escolher outra solução.
Sofre a sociedade que se abastarda nos seus valores e na destruição do seu futuro.
Sofre o país, esta gravíssimo atentado de dissolvência.
Sofrem os heróis das escolas, que apesar de toda esta miserável atitude colectiva, teimam em continuar a ser cumpridores e respeitadores.
José J. Lima Monteiro Andrade
Ser aluno cumpridor e respeitador, é cada vez mais um acto de verdadeiro heroísmo, nas escolas públicas portuguesas.
Decretou-se o fim das faltas escolares, o fim das reprovações, o fim da exigência mínima exigível.
Simultaneamente abdicou-se por completo do respeito exigível do aluno, para com o Professor, para com os seus colegas e para com a escola.
Já não é tolerância, nem permissividade, é o fomento da prevaricação, do incumprimento escolar, do desrespeito e falta de educação.
A escola pública, que deveria ser um instrumento essencial da política da igualdade de oportunidades, assume cada vez mais a sua vocação, de contrariar esse nobre e justo princípio.
Todos temos já esta convicção, todos temos consciência desta realidade, de que há um verdadeiro e inequívoco privilégio, dos alunos que têm a possibilidade de aprendizagem no ensino privado.
Em nome de falaciosas doutrinas de igualdade, criou-se um verdadeiro e monstruoso instrumento da desigualdade de oportunidades, que é hoje a escola pública.
Haverá certamente muitas nuances entre escolas desta verdade, haverá certamente muitas nuances desta verdade, entre as turmas da mesma escola, mas a verdade é que a escola pública se transformou num lugar onde os cumpridores e respeitadores, não têm condições de ser estimulados e pelo contrário, são permanentemente influenciados a ser prevaricadores.
Sofrem muitos milhares de Professores com este clima.
Sofrem muitas famílias esta humilhação e não têm condições de escolher outra solução.
Sofre a sociedade que se abastarda nos seus valores e na destruição do seu futuro.
Sofre o país, esta gravíssimo atentado de dissolvência.
Sofrem os heróis das escolas, que apesar de toda esta miserável atitude colectiva, teimam em continuar a ser cumpridores e respeitadores.
José J. Lima Monteiro Andrade
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