sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Volta Portugal, encontra a solução.

Não tenho a linguagem do “politicamente correcto”, sou português e amo Portugal.
A gravidade da situação portuguesa, é que os partidos já não são apenas "agências de emprego", são também "agências de negócios", “agências da promiscuidade”, que se transformam em demasiados casos, em evidentes "mafias" onde a criminalidade é sustentada.
As ideologias, à muito que foram enterradas, porque desadaptadas, aos interesses das elites e do país.
Agora resta nesses partidos a preservação dos interesses materiais, do enriquecimento fácil e rápido, com única motivação de militância. Eles acenam a bandeira da oportunidade, quando são os grandes responsáveis pela sua limitação, a toda a restante sociedade.
Resta às empresas para sobreviverem, a promiscuidade com poder e o suborno dos políticos.
Resta aos legisladores criar mais e mais legislação, com suficiente ambiguidade, para que a justiça não funcione.
Resta aos portugueses o cumprimento de obrigações, a descrença, a resignação ou a revolta.
Criou-se toda uma teia social, de permissividade e de destruição de valores e referências, como suporte desta lamentável situação.
Apaga-se a memória colectiva…já não se ensina a História de Portugal, no evidente objectivo de dissolução.
Já não vivemos perante a suspeição….mas perante a evidência da imoralidade.
Afastam-se os Homens bons e a Qualidade humana…premeia-se a Mediocridade.
Portugal não pode continuar a suportar isto...os portugueses não merecem esta Mentira.
Quem for patriota, quem defender os princípios humanos e éticos, quem for democrata e respeitador do seu semelhante...
…terá de dizer BASTA e assumir-se com dedicação e empenho.
A situação é o regime.
O regime foi uma construção dos actuais partidos dominantes.
Uma Oligarquia, que não admite o surgimento de novas ideologias, nem de novos partidos políticos.
Uma Oligarquia que domina e controla.
Que domina o regime, a opinião pública e a expressão do livre pensamento.
Que inibe e controla a função social da família e inibe e controla a criatividade individual.
Que espartilha a visão das potencialidades de uma Nação.
Acreditar que é ainda possível, mudar, mudando os actuais partidos políticos, já não apenas ingenuidade…é compromisso republicano, é pactuar com permissividade da destruição de todos os valores, que consubstanciam a Alma de uma Nação.
.Não sou um radical…porque assumo como princípio prioritário o respeito pelo meu semelhante…mas não posso ser permissivo à destruição.
Por isso, não posso alinhar no discurso politicamente correcto, por isso não posso pactuar com os partidos, que criaram este regime, que nos levará a uma triste dissolução, de uma Nação com nove séculos de História e com uma impar Identidade cultural.
Não quero saber se é esse o caminho que hoje domina o Mundo…esse não é o caminho que eu quero e não penso que seja o melhor.
Por isso, todos aqueles que acreditam que é possível mudar este regime, através destes partidos dominantes, serão eles próprios dominados.
Talvez para eles seja benéfico, em termos materiais ou mesmo sociais, mas não estarão no mesmo barco patriótico, em que quero navegar.
Há os regeneradores do regime republicano. Mas neles eu não acredito, porque considero que o mal não está nos partidos, mas sim no regime.
Uma Republica presidencialista, não está nos meus horizontes ideológicos, pois nunca mudará a essência dos problemas que originaram a situação.
Mas esta mensagem também está a chegar, que é a mensagem da regeneração.
Haverá assim duas mensagens de mudança em confronto.
O Presidencialismo Republicano e a Monarquia.
A promiscuidade não pode chegar, nem sequer em suspeição, a qualquer ideal, ou movimento, que se assuma de mudança.
O povo português precisa dessa mensagem de esperança.
O povo português saberá bem distinguir a credibilidade e a genuinidade da mensagem.
A Monarquia é a alternativa.
A única alternativa, que pode ser de esperança e mobilizadora.
Para ser credível, ela não pode ter qualquer sintoma da actual permissividade republicana.
Já não bastam Vivas ao Rei, já não bastam bandeiras hasteadas pela calada da noite, já não bastam as fotografias nostálgicas…é preciso associar uma Mensagem de vontade politica.
É fundamental que se consensualize no Movimento monárquico, a mensagem e a estratégia.
A estratégia com as atitudes e as acções.
O inconformismo é uma premissa da atitude, da mensagem e da estratégia monárquica.
Uma mensagem credível, porque desejada e realizável.
Uma estratégia que aponte claramente o caminho da concretização do objectivo.
Uma atitude de determinação.
Protagonizada por gente convicta, consistente, persistente, empenhada e independente das dinâmicas republicanas, sejam as partidárias ou outras.
Uma mensagem credível porque aponta o herdeiro da história, como o melhor Chefe de Estado.
D. Duarte Pio de Bragança, o Restaurador.
Que sejamos nós monárquicos convictos e conscientes, a fazer-lhe chegar a motivação, para que Ele acredite em nós, e nós Nele.
Para que juntos e todos unidos, possamos alcançar o Seu desígnio e salvar Portugal.

José J. Lima Monteiro Andrade

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Mataram o sonho....sobre o 25 de Abril de 1974.

Mataram o sonho...

Cantaram-se hinos à liberdade,
Firmes promessas de igualdade,
Em que o Povo acreditou.
Encheram-se as ruas de alegria,
A única coisa que se ouvia,
Era que a ditadura acabou.

Foi um Abril de esperança,
Uma época de mudança.
E os acusados de traidores,
Que desde logo apareceram,
Em voz alta, prometeram,
Mudanças ainda maiores.

Quiseram esses novos senhores,
Impor-nos outros valores
Trazidos de uma terra fria,
Aquela era a sua oportunidade,
E em nome da liberdade,
Esqueceram o que o povo queria.

Apareceram então outros senhores,
Que falavam como salvadores,
Da vontade popular.
Prometeram dar voz ao povo,
E o que aconteceu de novo,
Foi que o povo voltou a errar.

Votou o povo em vendedores,
Que foram novos traidores,
Em que muitos acreditaram.
Património vendido e desperdiçado,
Um risco na história e no passado.
País sem rumo foi o que deixaram.

Com liberdade e pouco mais.
Começa o tempo dos ideais,
Mas pobre era a imaginação,
Todos falavam igual.
O socialismo era afinal,
Para todos a única solução.

Ficou apenas a democracia.
Mas como ideais, já não havia…
Que democracia podíamos ter?
Partidos que mais não são,
Espelhos da desmedida ambição,
oportunidade de riqueza e de poder.

É justo referir a excepção,
De generosos com ilusão,
Que não podemos esquecer.
Determinados e apaixonados,
Homens bem preparados,
Que acabaram por morrer.

Mas o que no fim ficou,
E o que mais a todos marcou,
Não foi nunca a qualidade.
Sacrificaram-se os inteligentes
Crucificaram-se os crentes.
Favoreceu-se a mediocridade.

Sem uma única boa referência,
Este país de longa existência,
Perdeu a sua identidade.
É hoje apenas uma região
Vivendo como pedinte e em ilusão,
Do país, nem sequer à saudade.

E o povo que em Abril vibrou,
Que generosamente acreditou,
Está incrédulo e desorientado.
Tem um Estado que o despreza,
Que o empurra para a pobreza,
Triste povo que está cansado.

A História o povo já não conhece
Sem uma identidade, padece,
Triste povo, que foi risonho.
De onde saiu a inteligência,
Pior ainda, a decência,
Que matou todo um sonho.

José J. Lima Monteiro Andrade

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Ainda há uma réstea de esperança

Ainda há uma esperança

A minha escolha está limitada.
Votar em partidos sem ideologia, sem projecto?
Só nestes posso votar.
Bloquearam a democracia.
Não me revejo nos seus interesses mesquinhos,
Não gosto, dos seus dirigentes, porque são pequenos,
Corruptos, incultos e incompetentes,
Neles não reconheço, valor humano ou moral.
Homens que têm medo da liberdade,
Que através do seu poder, amordaçam a informação.
Que para defender os seus interesses mesquinhos, são capazes de tudo fazer.
Não são filhos de Portugal, não são filhos de um nobre povo.
Mentem descaradamente, adulteram a nossa História.
Não são pessoas dignas, não têm respeito por ninguém,
Não amam Portugal.
A Republica é permissiva.
Nasceu do assassínio e no assassínio perdurou.
Nunca foi sufragada pelo Povo.
Foi mantida pela mentira, cedeu às modas das épocas, nunca teve um projecto nacional.
Foi luta, revoltas e instabilidade,
Foi opressão da liberdade,
Foi o logro, de uma promessa de ilusão.
Foi queda de um Império, que era apenas uma Irmandade de povos.
Povos que foram abandonados em guerras fraticidas,
Por traidores, que usurpavam as palavras nobres, como democracia e liberdade.
Republica que se devia envergonhar, mas que tira da pobreza para se propagandear.
Propaganda que é uma afronta à dignidade de um povo.
Em que para se tentar justificar um regime, se faz esquecer o dia da independência de Portugal.
O povo está triste, já não há alegria, nem sonho, apenas a resignação.
Não há ambição.
Não há políticos que ambicionem nada para Portugal, apenas nas suas carreiras.
Não há referências de patriotismo, de amor e de dignidade.
A Republica é permissiva à dissolvência de uma Nação, País, território e povo…
Com nove séculos de uma tão gloriosa História.
Pedintes numa Europa que não se afirma, nem o pode fazer, por ausência de identidade.
Prisioneiros de um projecto adiado.
Nem sequer olhamos para as nossas potencialidades.
Dependentes de empréstimos financeiros para alimentar a ilusão de um nível de vida, que não podemos ter, mas que ninguém tem coragem de reconhecer.
Caminhamos para um abismo, para uma dependência, que ninguém sabe as consequências, mas que todos já prevêem.
Republica falida, sem capacidade de regeneração.
O futuro não será voltar ao passado… mas só poderemos ter um futuro risonho e melhor, se do passado voltarmos a ter orgulho.
Se voltarmos a ter auto estima, motivação e alma.
Tanto que podemos ainda dar ao mundo, se acreditarmos que temos esse desígnio como povo.
Se voltarmos a ter projectos… olhar novamente para o nosso território, o nosso mar, a nossa cultura, os nossos irmãos espalhados por todo o mundo.
Se voltarmos a ter liberdade, exigência, arrojo e dignidade.
E se a isso nos motivarem.
Nunca conseguiremos ressuscitar, se não tivermos a referência unificadora do nosso orgulho,estimulo e motivação essencial.
Portugal precisa de voltar a ser… um povo com Alma.
O Reino de Portugal.
José J. Lima Monteiro Andrade

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A alternativa política, a Monarquia.

A sociedade portuguesa não quer enfrentar a realidade.
O caminho que estamos a seguir não é sustentável.
Gastamos muito mais do que produzimos, quer em recursos, quer em dinheiro.
Existe um largo consenso da maioria dos pensadores políticos e dos economistas quanto a este diagnóstico.
Existe também uma forte probabilidade de consenso quanto a soluções.
O discurso político da verdade, que aponte os caminhos para as soluções com base na nossa realidade económica e social, é demasiado exigente para cada um dos portugueses e por esse facto os políticos partidários, não o fazem.
Estamos assim fixos num sonho absolutamente irrealista, que tem por base a preservação de uma mentira.
Os portugueses são assim continuamente levados a pensar, que é possível manter por mais algum tempo, privilégios de nível de vida acima das suas possibilidades actuais.
Esta ilusão desvia a atenção, do debate político, perante os graves problemas nacionais e para com as soluções que temos de encarar.
Manter esta ilusão nos portugueses, anular a análise e a informação sobre as consequências de tudo isto, é promover a inconsciência colectiva, o mais perigoso dos sindromas democráticos.
Esta questão é particularmente importante numa análise actual das alternativas que mais cedo ou mais tarde terão de vir a ser assumidas, como a revisão profunda da actual 3ª República.
Pensam os dirigentes de hoje apenas no imediato.
O Primeiro Ministro, não faz o discurso realista, porque o facilitismo lhe dá votos hoje.
O anúncio de mudanças ou de sacrifícios actuais é sempre penalizador eleitoralmente, numa sociedade onde foi induzida a ilusão do benefício generalizado sem exigência de esforço colectivo.
O Presidente da República, também é permissivo a toda esta mentira, porque o adiamento da realidade, lhe permite a expectativa de já não ser dele a responsabilidade de a encarar.
O próximo que apanhe com a batata quente. Eu já me livrei dessa e essa mentalidade, é a mais grave das leviandades republicanas.
As eleições presidenciais, são assim o grande instrumento, que permite a um Presidente da República, ser permissivo aos adiamentos e à generalização da ilusão em toda a sociedade.
Já não é apenas o facto negativo de um Presidente da República ser eleito através da proposição dos partidos políticos, que só por si conduz a um condicionamento da sua acção como Chefe de Estado.
A este grave inconveniente, associa-se mais esta limitação ao Chefe de Estado, a de ser permissivo ao adiamento é à irresponsabilidade politica dos governantes, pelo facto de saber que no futuro, já não estará em funções e que outro terá então que assumir os problemas, que quanto mais adiados, mais agravados estarão.
É precisamente esta uma das grandes vantagens dos regimes monárquicos.
O Rei não se pode ir embora e deixar a batata quente a outro.
Ele nunca poderá abdicar das suas responsabilidades presentes, como Chefe de Estado, porque não lhe é dada a possibilidade de ao fim de 5 ou dez anos, ir para casa gozar da sua reforma e das benesses de um alto responsável da Nação.
A herança real, tem precisamente este sentido de Estado.
Mesmo perante a morte do Chefe de Estado o seu filho, é sempre responsabilizado pelas atitudes do pai.
Na actual situação portuguesa será fácil demonstrar esta evidência.
Um Rei nunca poderia estar silenciado, como está o actual Chefe de Estado, sob o falso argumento do respeito pela separação de poderes.
Quer perante os graves problemas de uma Justiça que não funciona, ou de uma Educação que não forma, quer quanto à promiscuidade politica/empresarial, quanto á corrupção e quer quanto a estratégias de investimento público que só agravam a nossa situação social e económica, que em muitos casos servem objectivos evidentes de Espanha, e de fortes “lobies” e não de Portugal e dos portugueses.
Um Rei, teria necessariamente que ouvir as propostas consensualizadas pelos economistas e em consequência exercer para com a sociedade a função pedagógica de consciencialização da sociedade e de informação sobre as consequências previsíveis dos caminhos que estão a ser seguidos.
Um Rei, não governa mas reina. Porque não pode abdicar da sua função, nem adiar as suas responsabilidades presentes, pois não lhe é dada a faculdade de uma reforma e porque tem de assegurar a responsabilização futura.
Esta permissividade republicana, ao não encarar e não intervir face à realidade e aos problemas concretos, constitui o mais grave bloqueio da sociedade portuguesa actual.
O adiamento das mudanças constitucionais exigíveis, são também uma consequência.
Sem essas mudanças a democracia estará sempre submissa aos interesses partidários e nunca os deputados poderão ser responsabilizados perante os eleitores.
A democracia é cada vez mais uma farsa, sob o domínio de alguns, que dominam alguns partidos.
Os eleitores não têm alternativa, porque o que conhecem é mentira e porque as propostas que recebem são irrealistas. Não têm sequer a noção do perigo que elas representam, porque os partidos tudo dominam, também a comunicação social.
Viemos numa Oligarquia partidária.
A única alternativa democrática e moderna, é o regime monárquico.
Que também os monárquicos percebam, que estamos a falar de política, que estamos a pensar no futuro de Portugal e não em nostalgias caducas ou em privilégios inaceitáveis.
Que estes monárquicos patriotas e modernos, sintam que hoje Portugal precisa deles e se saibam organizar e apresentar a Monarquia, como a verdadeira alternativa aos portugueses.
José J. Lima Monteiro Andrade

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O discurso do Presidente e a frustração de Guerra Junqueiro

Iniciaram-se as comemorações do centenário da República, através de uma data infeliz…o 31 de Janeiro. Comemora-se uma pequena rebelião de alguns sargentos e soldados que foi imediatamente abafada e que a propaganda republicana, quer agora enaltecer como um acto significativo.
A ausência do sentido do ridículo, é um sintoma de toda da falta de convicção, com que se iniciam estas comemorações, onde vão ser gastos milhões de euros.
O Presidente da República, faz um discurso de circunstância no início destas comemorações. Enaltece o idealismo republicano, recordando o escritor e poeta republicano Guerra Junqueiro.
Recordemos então o que dizia Guerra Junqueiro no limiar da monarquia e analisemos a actualidade das suas palavras, 100 anos depois….
““Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. […] Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro […] Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País. […] A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas; Dois partidos […] sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, […] vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar…”
Palavras actuais…que são a prova de que o idealismo republicano foi totalmente desprezado pela própria República.
Como se deveria sentir frustrado hoje…esse poeta e escritor português.
Em nome da mentira, o próprio Presidente da República, vem tentar usar os que sonharam e por isso eram idealistas, com o exclusivo propósito de tentar neutralizar todo o descontentamento da sociedade portuguesa, perante um regime que ao longo dos 100 anos, nunca conseguiu unir os portugueses e apenas lhe foi retirando essa essência que é o seu orgulho próprio.
Só novamente unificados, no orgulho pelo nosso passado, poderemos aspirar a ter novamente futuro.
Portugal está em dissolução, porque ainda há esta triste mensagem, de que um regime é mais importante do que o próprio país.
Portugal voltará a ser grande, quando os portugueses voltarem a sentir, que Portugal é a essência que nos une e que teremos de ter um regime político, capaz de preservar o nosso orgulho de sermos portugueses.
E que não mais se estabeleça a confusão, pela presunção de que os portugueses são uns ignorantes…bastará a qualquer de nós, olhar para o lado e para os países da Europa e ver que as democracias europeias estáveis, menos corruptas e mais evoluídas, também são monarquias.
José J. Lima Monteiro Andrade

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O Idealismo amordaçado

A maior ameaça à sociedade é esta acção política permanente de liquidar o idealismo humano.
Os partidos políticos já não seguem as suas ideologias, os homens políticos movem-se através de estímulos a oportunidades de carreiras e de benefícios sociais e financeiros.
A comunicação social está exclusivamente ao serviço desta neutralização do pensamento e sentimento humano.
Vive-se o dia a dia, aceita-se uma realidade materialista, abafam-se os sentimentos susceptíveis de induzir ao pensamento.
A resignação social, a este estado de estrangulamento colectivo do ser humano, é a realidade mais grave da sociedade actual.
Não há a expressão do idealismo.
O idealismo pressupõe o pensamento profundo, que origina a convicção, associado à emoção e à generosidade.
O idealismo é assim a mais genuína das expressões humanas, como forma de encontrar o equilíbrio social e o caminho do futuro.
A resignação que todos hoje sentimos nos portugueses, é simplesmente uma consequência deste triste desaparecimento do idealismo político.
Um país sem idealismo, é apenas uma massa amorfa, totalmente dependente e sem condições de encontrar o seu rumo.
Este é o estado lamentável a que chegamos.
Já não há comunistas, nem socialistas, nem humanistas, nem republicanos, nem monárquicos.
Há apenas resignados, que são comandados pelos que estão ao serviço da ordem mundial, a globalização.
A globalização é hoje a ditadura, que impede a expressão do livre pensamento e do idealismo político.
A globalização é hoje a ditadura, que impede a expressão dos sentimentos e origina o abandono dos valores e da identidade dos povos.
A globalização não é uma ideologia, apenas uma consequência da ausência do idealismo humano, subjugado aos interesses das relações comerciais e empresariais.
É a castração do homem na sua essência.
Sentimentos como o patriotismo foram condenados.
Valores como o primado da família na sociedade, foram e continuam a ser, cada vez mais, subalternizados.
A sociedade tem de ser formatada para aceitar a globalização.
Limitações cada vez maiores, aos direitos e liberdades individuais, serão impostas.
O caminho é o da desumanização.
O grande desígnio histórico de Portugal foi a sua afirmação no mundo.
Um pequeno país da Europa, com uma cultura e com um arrojo tal, que foi capaz de se impor em todos os Continentes e preservar a sua independência e identidade, até aos dias de hoje.
A Portugal põe-se hoje este simples desafio.
Continuar a preservar a sua diferenciação no mundo, ou seguir esta tentação de não ter rumo e deixar-se embalar pela mentira mundial.
Voltar a ser uma Nação, ou ser apenas um espaço com algumas, cada vez mais ténues diferenciações, comandado e dirigido por burocratas.
Só com a recuperação do idealismo, será possível não seguir este caminho, que hoje nos impõem.
Será preciso para tal, recuperar e associar o de essencial nos une e entusiasmar a sociedade.
Recuperar em conjunto, os valores do humanismo, os valores democráticos, o sentimento patriótico e a identidade e orgulho dos portugueses.
Esta unificação de valores e sentimentos, já não pode ser veiculada através de um regime que se deixou agonizar, ao transformar-se em carrasco do idealismo.
Esta unificação de valores e sentimentos, só pode ser veiculada através de uma mensagem de esperança nova, de uma mensagem alternativa…a Monarquia.
A mensagem monárquica, só será uma mensagem de esperança e entusiasmante, se for um projecto credível, consubstanciado no idealismo motivador.
Um projecto de mudança de regime, mas também da sociedade.
Uma abertura ao idealismo, o renascimento do humanismo, da liberdade, da democracia e do patriotismo.
Os portugueses saberão responder a esta convicção, associada ao sentimento.
José J. Lima Monteiro Andrade

sábado, 16 de janeiro de 2010

Portugal ou os Partidos? … salvação ou mudança do Regime?

O que nos está a revelar, as negociações para aprovação do Orçamento do actual Governo?
Uma enorme preocupação dos partidos parlamentares, para consigo próprios.
Para eles, o essencial é a questão eleitoral. A nenhum partido convém as eleições antecipadas.
As negociações, fazem-se à volta de pormenores, “do tipo reduz este imposto e aumenta aquele outro”… de forma, a que no final, o Orçamento seja aprovado, com a abstenção de uns e apoio de outros, mas com o único e exclusivo objectivo de manter o país político a salvo de novas eleições.
Portugal e a sociedade portuguesa são assim absolutamente secundarizados, neste jogo de interesses particulares dos actuais partidos políticos, exclusivamente com o objectivo de preservarem o seu respectivo estatuto de influência e dominância.
Curiosamente é neste momento expressivo da subalternização dos interesses nacionais, dos actuais partidos parlamentares, face aos seus interesses eleitorais e de influência, que surge a afirmação da candidatura de Manuel Alegre, com um discurso, que para muitos é surpreendente.
O Discurso do patriotismo e do nacionalismo, feito por um candidato da área socialista e da esquerda tradicional.
Manuel Alegre, responde assim não apenas, à mesquinhez política dos partidos parlamentares, mas também, à caduca visão tecnocrática do actual Presidente da República e seu provável adversário nas eleições presidenciais.
Ele vem colocar-se como o arauto da defesa possível da 3ª Republica, através da única forma possível, que é a salvaguarda da independência nacional, da valorização de um povo com nove séculos de História, da identidade portuguesa.
Com este discurso pretende ser o grande salvador deste regime e reconheçamos que o seu discurso irá mobilizar uma boa parte da direita e tem fortes probabilidades de sair vencedor.
Este candidato presidencial, vem assim colocar no debate político a questão essencial para Portugal e os portugueses.
A questão do patriotismo, do amor por Portugal, a questão das soluções de futuro através da salvaguarda da nossa independência, autonomia e potencialidades próprias.
Manuel Alegre faz o discurso monárquico, para tentar regenerar e salvar a República.
Ele quer colocar-se na posição, em que só um Rei, como herdeiro legítimo da nossa história tem condições para se colocar.
Como um Chefe de Estado de todos os portugueses, independente, autónomo e imparcial, que por esse facto, coloca sempre os interesses nacionais acima dos jogos partidários.
Como um Chefe de Estado, com um verdadeiro magistrado de influência, sobre a sociedade portuguesa, que não está comprometido com nenhum partido, nem com os seus interesses momentâneos e as suas estratégias de influência e dominância.
Manuel Alegre faz o discurso do Rei Presidente, escolhido através de uma eleição.
Ou seja, este agora candidato à presidência da República, vem tentar salvar e regenerar o actual regime, através duma parte da essência da doutrina monárquica, substituindo-se à inépcia crónica dos monárquicos, que se continuam a entreter apenas com actos de bajulação, á única figura, capaz de personalizar com consistência e coerência este novo discurso.
Aos monárquicos portugueses compete e exige-se, que perante este novo discurso, uma atitude determinada de resposta clara e inequívoca.
Só D. Duarte de Bragança, tem o simbolismo e a indispensável independência política e ideológica, para cumprir este novo discurso de patriotismo e rejuvenescimento da alma do povo português.
Só a Monarquia pode restaurar a esperança portuguesa e assegurar com consistência e coerência, as mudanças essenciais que garantam o futuro de Portugal.
O desafio político, está assim colocado aos defensores e simpatizantes do regime monárquico.
Esse desafio é o da afirmação na sociedade portuguesa e no debate político nacional.
José J. Lima Monteiro Andrade

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O Caminho que todos conhecem... A Solução que não querem ver

Todos sabem que Portugal tem de mudar o seu Regime Político.
Todos sentem que a democracia está adulterada e cada vez mais reduzida no seu sentido.
Todos conhecem as soluções de mudança, que são exigíveis, para recuperar a sociedade portuguesa.
Que temos um peso da Administração pública insustentável, que teremos de privatizar os serviços.
Que temos um sistema eleitoral, que beneficia a irresponsabilidade política e a mediocridade.
Que temos um Regime, que é permissivo ao compadrio e à dependência dos interesses partidários, pessoais e dos interesses estrangeiros. Permissivo à corrupção e aos conluios dos interesses, que não garante a independência e autonomia dos poderes legislativo, governativo e judicial.
Todos sabem que a crise não é apenas económica, mas uma crise de valores e da sociedade.
Todos conhecem as soluções para o desenvolvimento económico, mas persiste-se em soluções insustentáveis.
Comprometem-se gerações futuras, hipoteca-se um país, através de projectos grandiosos, que não temos condições nem de pagar, nem de beneficiar ou usufruir.
Todos sabem que nenhum país sobreviverá, apenas com projectos de investimento públicos.
Que nenhuma retoma económica e social será possível, apenas com uma politica de fomento de serviços, sem uma actividade produtiva dinâmica.
Todos sabem que o estímulo empresarial individual, é a base essencial da recuperação, mas persiste-se no seu aniquilamento.
Todos sabem que o ensino público é a garantia do nosso futuro, mas é precisamente aí que prolifera a maior das desgraças e o declínio da formação académica é uma triste realidade.
Não está na falta de consciência dos políticos, o seu pecado. Pois todos conhecem a realidade e as consequências dos seus erros.
O problema está em que esses políticos, apenas podem dizer e agir, de acordo com o que é fácil e á agradável de ouvir.
Porque esses políticos são frágeis e apenas se conduzem pela suas carreiras e por consequência numa perspectiva de curto prazo.
Porque esses políticos não pagam nunca a factura dos seus erros…nem da sua falta de coragem para encarara a realidade.
Porque esses políticos são instrumentalizados e influenciados por grandes outros lobies estrangeiros.
Porque não há uma cultura social de exigência, que os obrigue a seguir a premissa do Serviço Público.
Não há essa cultura de exigência, porque ela não é conveniente.
Todos sabemos isso e a isso somos permissivos.
Um Presidente da República, dependente e reconhecido, pois foi eleito através de acordos partidários e a quem presentearam com um final de carreira política de prestígio, não tem assim nenhuma condição para fazer na sociedade este trabalho essencial e determinante, que é o de promover a exigência da sociedade civil, para com os que estão na política e no serviço público.
Um Presidente da República, apenas tem de ser reconhecido para com aqueles que o homenagearam e nunca irá também pagar a factura dos seus erros.
Preserva-se um sistema que não premeia o mérito na sociedade, nem o orgulho dos portugueses.
A descrença está generalizada, não há motivação, cada um carpe mágoas e faz acusações, sem a ilusão da mudança possível.
Como é possível então, que nem todos vejam o óbvio.
Só com um Regime, em que o Chefe de Estado, não seja temporário ou provisório, que assuma o pagamento das facturas e com isso comprometa também seus filhos e toda a sua família, poderemos aspirar a que se volte a falar verdade.
Só com um Chefe de Estado, que una todos no respeito pela nossa História e pela nossa Identidade como povo, poderemos aspirar a travar o caminho da dissolução.
Só com um Chefe de Estado, que permanentemente enalteça as nossas potencialidades e os nossos desígnios de futuro, o poderemos construir.
Só com um Chefe de Estado, livre de compromissos partidários e autónomo dos jogos e lutas político partidárias, poderemos aspirar à mudança e a que os políticos encarem com coragem e determinação a realidade.
Tal como dizia Alexandre Herculano…podem correr agora com o Rei, mas um dia terão de voltar a chama-lo
Tal como dizia Fernando Pessoa …é a Hora..

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

O Projecto dos Homens e Mulheres livres.

Sou um homem livre, de pensamento e atitudes, qualidade que não abdico, nem abdicarei.
São as convicções, o amor e a consciência, que dita a minha postura e a minha opinião.
Não há organização ou partido, capaz de me subjugar, de sufocar a minha palavra ou atitude.
É nesta afinidade, com outros homens e mulheres livres, que me revejo na participação social ou nas lutas políticas.
Por ser livre, sou monárquico, pois só um Rei poderá ser assim, livre também.
Porque só um Chefe de Estado livre, me poderá ajudar nesta luta para permanecer livre, como gosto e quero continuar a ser.
É assim na liberdade de cada um e de todos, que me revejo como monárquico.
A liberdade, é o primeiro e o mais importante dos princípios monárquicos.
Liberdade que implica o direito à diferenciação. O seu respeito e a sua defesa intransigente.
Diferenciação de cada um de nós, diferenciação de cada família, de cada local, de cada região, de cada país e de uma Nação.
A diferenciação de um povo, face aos demais, é a condição da sua liberdade…
Da liberdade de cada um dos seus filhos.
A diferenciação de um povo, é uma consequência da sua história.
Como é nítida ainda hoje, esta diferenciação portuguesa, a identidade do seu povo, dos seus costumes, das suas tradições e da sua natureza.
Identidade de um povo é a sua maior riqueza.
Enaltecer a identidade é promover o orgulho de um povo e a recuperação da sua Alma.
Preservar e enaltecer a identidade e salvaguardar a liberdade de cada um, é o mais nobre dos objectivos políticos.
Este é assim o objectivo nobre, essencial e urgente, porque quero e preciso de lutar…
A Monarquia
Não insistam mais em tentar dominar-me ou provocar a minha resignação.
Só serei fiel a Portugal, porque amo o meu país, porque tenho um dever de reconhecimento pelo seu passado e tenho grande orgulho na sua gloriosa História.
Nunca nenhuma organização ou partido, me poderá levar a secundarizar, ou a esquecer esta premissa, porque é uma premissa de reconhecimento, de orgulho próprio e de paixão.
Organizações ou partidos, estão num outro plano da minha afirmação.
Primeiro sou português e homem livre.
Que se juntem os homens e mulheres, nesta afinidade.
Sei que somos muitos e que muitos mais passaremos a ser…
Se juntos afirmarmos na sociedade, esta postura de coerência, sairemos vencedores.
Porque esta nossa afirmação, entusiasmará muitos mais.
O nosso objectivo passará a ser credível e desejado.
Seremos muitos a acreditar.
Surgirá de novo esperança.
Rejeitaremos em uníssono, todos os que nos querem amputar as raízes.
Voltarão a respeitar-nos.
Portugal voltará a ser grande. Porque os portugueses se uniram na sua paixão.
Desígnios esquecidos, voltarão a preencher os nossos sonhos e o arrojo português voltará a fazer história.
Nossos filhos, terão orgulho de nós.
Portugal terá futuro.

José J. Lima Monteiro Andrade

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Comentário ao "Palhaço" escrito por Mario Crespo no JN.

PALHAÇO
de Mario Crespo
O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco.
E diz que não fez nada.
O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.
O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso.
O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes.
Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro.. E são iguais entre si.
O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos.
Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos.
E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa.
O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos.
O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas.
O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas.. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém.
Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem.
O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público.
E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.
Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal.
Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.
E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço.
Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.
Ou nós, ou o palhaço.

Comentário :
José Andrade :
Caro amigo Mário Crespo, o que nos acaba de relatar é toda uma descrição minuciosa da actuação do Palhaço.
Obrigado por isso pelo detalhe com que descreveu a cena da sua apresentação do Circo. Porém a sua conclusão é em meu entender profundamente errada.
Diz…ou nós ou o Palhaço.
Vejamos então.
O Palhaço cuja actuação descreve é apenas os Palhaço pobre.
Quem o introduziu em cena foi o Palhaço rico.
Quem fomentou as “palhaçadas”, que muito realisticamente descreve foi o Palhaço rico.
Foi este que deu os motes e que introduziu o guião, que leva o Palhaço pobre a actuar para a plateia do Circo.
A Plateia ri e aplaude.
O circo em sessões contínuas, está sempre a abarrotar. Todos querem ver o Palhaço rico a apresentar e induzir o Palhaço pobre a actuar. Todos continuam a rir e a aplaudir o espectáculo,
O Palhaço rico não faz rir, nem sabe sorrir, mas é ele que promove a actuação do Palhaço pobre.
No final da actuação, Palhaço rico e Palhaço pobre, tocam em conjunto, cada um com seu instrumento, a mesma música, para gáudio da assistência.
A sua conclusão, é assim um enorme equívoco.
Pode-se substituir este Palhaço, que o Palhaço rico encontrará um substituto. Talvez não tão cómico, mas terá sempre de seguir o guião do Palhaço rico.
Pode-se substituir o Palhaço Rico, mas este Circo não dispensará estas cenas, destes Palhaços e a plateia até gosta disto…
Ri e aplaude, porque não paga o bilhete para ir ao Circo.
Porque o Circo anuncia por todo o lado, numa campanha muito sonora, que é divertido e é de graça.
Não…não é, ou nós ou Palhaço pobre.
Nem sequer é a substituição do Palhaço rico.
É, ou nós ou este Circo.